Da Redação

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul trancou, nesta quinta-feira (19), dois anos após os fatos, o processo contra o delegado Renato Bastos Figueiroa, que chefiava o Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre) durante uma operação policial em Gravataí (RS), em dezembro de 2011, quando um policial militar foi morto.

De acordo com nota da Polícia Civil, Figueiroa estava em férias quando houve o confronto entre o policial e investigadores do Tigre.

Na denúncia, o Ministério Público gaúcho ignorou esse fato, apontando o delito de omissão penalmente relevante no crime de extorsão mediante sequestro para referido servidor. “Fica aqui o respeito e consideração ao TJ gaúcho que mostrou total imparcialidade no julgamento do habeas corpus”, disse Figueiroa.

O caso ocorreu em dezembro de 2011. Sem troca de informações entre as duas corporações, os paranaenses entraram no Rio Grande do Sul para localizar os sequestradores de dois empresários do Paraná. O sargento, confundido com um bandido, foi morto por agentes do Tigre em Gravataí. Horas depois, o delegado de Gravataí, Leonel Carivali, tentou impedir a fuga dos sequestradores e acabou atingindo o empresário Lírio Persch, 50 anos, que era um dos reféns, com sua pistola calibre ponto 40.