Da Redação

O Tribunal de Justiça do Paraná negou na tarde desta segunda-feira (02) o pedido de habeas corpus feito pelos advogados do ex-assessor da Casa Civil da Presidência da República, Eduardo Gaievski. Com a decisão, ele permanece preso durante as investigações das acusações de pedofilia e estupro de vulnerável. Ele é acusado de manter relações sexuais com garotas menores de idade em motéis de Realeza e em troca pagar os favores com dinheiro ou cargos na prefeitura.

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Foto: Bruno Henrique – Banda B

Em despacho, o desembargador Luiz Carlos Gabardo afirmou que a prisão preventiva está em conformidade com os artigos. “Assim, em exame inicial e superficial, tem-se que, ao menos em tese, os fundamentos da decisão atacada para manter o decreto de prisão preventiva do paciente encontram respaldo nos documentos que instruem o presente habeas corpus crime, e estão em conformidade com o disposto nos artigos 312 e 313, do Código de Processo Penal, notadamente no que diz respeito à garantia da ordem pública e à conveniência da instrução criminal, em vista da gravidade concreta do delito, e no que se refere aos indícios de existência do crime e à suspeita fundada de que o paciente é autor das infrações que lhe são imputadas. Por essa razão, indefiro o pedido liminar”, diz o relator do pedido.

A defesa de Gaievski chegou a pedir prisão domiciliar, afirmando que o ex-assessor mora em Brasília e trabalha na Casa Civil.

Na chegada do ex-assessor ao 3º Distrito Policial, já em Curitiba, Gaievski disse à Banda B que tem provas de sua inocência. “Sou inocente, tenho como provar”, disse. Ele foi detido em Foz do Iguaçu e veio sob escolta policial, de carro, até a capital, onde deve ser encaminhado a uma das delegacias da cidade.

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