Por Marina Sequinel e Antônio Nascimento

Carros foram depredados no momento da confusão. (Foto: Colaboração)

Uma festa de aniversário entre taxistas terminou com um motorista esfaqueado na Rua Piquiri, no bairro Rebouças, em Curitiba, na noite deste sábado (4). A vítima disse que foi buscar a carteira no carro para pagar a conta do restaurante onde estava com os colegas, quando foi abordada por pelo menos três pessoas, que ela acusou serem funcionários do aplicativo Uber.

“Eu saí para pegar a carteira e, quando me virei, chegaram três carros. Os ocupantes desceram e já vieram com spray de pimenta na minha cara e com duas pistolas. Quando ergueram as armas, eu fui para cima deles. Levei uma facada no braço e uma coronhada na cabeça. Eles me perguntaram se a gente estava agredindo Uber, mas isso é um absurdo porque nós não fizemos nada, estávamos em uma confraternização”, relatou o taxista.

O motorista sofreu ferimentos na cabeça e uma facada no braço. Ele foi socorrido ao Hospital Cajuru, sem risco de morte. No local da ocorrência, o condutor falou com a imprensa, bastante revoltado. “Tem taxista ruim? Tem, mas isso não é motivo para generalizar”, afirmou. Durante a confusão, dois táxis foram depredados.

Alguns moradores da região chegaram a relatar que a briga teria acontecido entre os motoristas e travestis, que se prostituem no local, sem envolvimento de funcionários do Uber. Nenhuma versão da história, no entanto, foi confirmada por fontes oficiais e os suspeitos não foram localizados.

O outro lado

Sobre o caso, a Banda B entrou em contato com a empresa Uber na manhã deste domingo (5). Um representante dos motoristas informou que a noite de ontem foi o melhor dia para se trabalhar no ano, devido ao preço dinâmico – que dobra o faturamento do trabalhador. “Por isso, acho muito difícil os motoristas ficarem ameaçando taxistas em vez de prestarem o serviço. Outra coisa que precisamos deixar claro é que nem tudo o que acontece com taxista é culpa do Uber e vice-versa. Não existem provas de que houve envolvimento dos nossos funcionários”, disse Guilherme Machado, que representa os motoristas.