Por Marina Sequinel e Flávia Barros

Investigadores do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) suspeitam que o presidente da Câmara de Piên, na região metropolitana de Curitiba, o vereador Leonides Maahs, teria participado diretamente do crime contra o prefeito eleito Loir Dreveck. Segundo o delegado Rodrigo Brown, o político é suspeito de ajudar o atirador a fugir do local do crime, que aconteceu no dia 17 de dezembro do ano passado.

Loir Dreveck foi morto no dia 17 de dezembro. (Foto: Divulgação)

“O presidente da Câmara falava diretamente com o executor, Amilton Padilha, e teria dado fuga para ele logo depois do assassinato. O atirador recebeu R$ 10 mil para matar Loir”, afirmou Brown durante entrevista coletiva nesta terça-feira (31).

Ainda de acordo com ele, os mandantes Leonides e o prefeito Gilberto Dranka também fizeram promessas ao intermediário, Orvandir Pedrini, dono de uma oficina de caminhão, que mantinha contato com o atirador. “Como era braço direito de Dranka, a ele foi dito que na nova gestão seria agraciado com a contratação da oficina pela prefeitura sem nenhum tipo de licitação”, completou o delegado.

As investigações da Polícia Civil indicam que os mandantes encomendaram a morte de Dreveck porque ele se recusou a oferecer secretarias e cargos que havia prometido durante a campanha. O prefeito eleito morreu no dia 17 de dezembro, três dias depois de ser baleado na cabeça. Ele foi atingido por um motociclista enquanto viajava para Santa Catarina, pela PR-420, em um carro da prefeitura.

Loir foi encaminhado em estado grave ao Hospital e Maternidade Sagrada Família, em São Bento do Sul (SC), mas não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo.

Morto por engano

Durante as diligências, os policiais descobriram que na mesma semana do homicídio do prefeito eleito, Padilha matou outro homem muito parecido com Dreveck e que dirigia um Logan de cor branca – modelo também usado pela prefeitura de Piên. “As duas mortes são muitos semelhantes e acreditamos que o primeiro homicídio foi por engano. A intenção do executor era matar o prefeito, mas ele se confundiu”, relatou o delegado Marcelo Magalhães, que coordenou a investigação. Os suspeitos também devem responder pela morte deste homem.

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