Por Felipe Ribeiro e Luiz Henrique de Oliveira

Andressa morreu aos 34 anos (Foto: Arquivo Pessoal)

Andressa morreu aos 34 anos (Foto: Arquivo Pessoal)

A Delegacia da Mulher deve pedir ainda nesta quinta-feira (15) a prisão do marido suspeito de assassinar a auxiliar administrativa Andressa Souza Amaral, de 34 anos, no bairro Ahú, em Curitiba. De acordo com a delegada Ana Carolina Hass de Miranda Castro são muitos os indícios que pesam contra ele, incluindo imagens de câmeras de segurança e um boletim de ocorrência realizado por uma antiga namorada, que apontam para um comportamento muito semelhante por parte do suspeito nos casos.

“Assim que recebi os documentos da Divisão de Homicídios, instaurei o inquérito e estamos fazendo pedido de prisão temporária. Uma das imagens que apontam para ele é a queda de um objeto, que pode ser uma ferramenta que tenha sido utilizada para o feminicídio”, disse.

Andressa foi assassinada na última terça-feira (13) pela manhã. Ela morava na Avenida Anita Garibaldi e trabalhava numa clínica médica da mesma via. No local, o Instituto Médico Legal (IML) disse que marcas de asfixia e agressão foram encontradas no corpo. Familiares comentaram que o casal tinha um relacionamento muito conturbado há alguns meses. Após ir até o local, as imagens de uma loja ao lado apontam ainda que o suspeito saiu da casa com o carro da vítima. “Já estamos traçando um possível roteiro para identificar o paradeiro dele”, comentou a delegada.

O suspeito trabalha como motorista particular e entrou e saiu da residência várias vezes no possível momento do assassinato.

Posessivo

A segundo a delegada Ana Carolina, o suspeito já tinha um boletim de ocorrência anterior e a polícia já traça um caminho para tentar encontrar o suspeito, o que mostra o comportamento possessivo por parte dele. “Já ouvimos várias testemunhas e todas são incisivas em afirmar que o relacionamento era conturbado, com declarações de ciúmes e ameaças. Ela chegou a terminar com ele, o que pode ter piorado as conversas”, concluiu.

Feminicídio

A Lei do Feminicídio foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff em março. A lei coloca o feminicídio na lista de crimes hediondos e o considera homicídio qualificado. O texto modifica o Código Penal para incluir o crime – assassinato contra a mulher por razões da condição de sexo feminino – entre os tipos de homicídio qualificado. A lei considera como razões de condição de sexo feminino violência doméstica e familiar, o menosprezo ou a discriminação contra a condição de mulher.

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