Foto: Colaboração

 

O jovem suspeito de matar Carlos Ramon Dias Del Antônio, de 18 anos, foi preso na manhã de sexta-feira (2) em Colombo, na região metropolitana de Curitiba. O crime ganhou repercussão após o corpo de Carlos aguardar 13 horas até o recolhimento pelo Instituto Médico Legal (IML).

Alex Beza Goes, de 19 anos, foi preso em cumprimento a um mandado de prisão preventiva. O rapaz foi encontrado em um residência, localizada no bairro Arapongas. O crime aconteceu na noite do dia 15 de janeiro, no bairro Roça Grande. Na ocasião, a vítima havia saído de casa para buscar a esposa – que retornava do trabalho – em um ponto de ônibus, como costumava fazer. Quando retornavam juntos para a casa, Antônio, a esposa e uma amiga, foram abordados por Goes e um adolescente, de 17 anos, já apreendido pela polícia na época em que ocorram os fatos.

A dupla deu voz de assalto aos três e ordenou, sob ameaça, que todos entregassem os celulares. Momento em que pegaram os pertences das mulheres e quando tentaram pegar o de Antônio, ele reagiu e acabou sendo atingido com um golpe de faca na nuca. A vítima não resistiu aos ferimentos e faleceu no local.

O delegado-titular da Delegacia do Alto Maracanã, Reinaldo Zequinão, afirma que desde que o caso chegou para a Polícia Civil, as equipes de investigação trabalharam intensamente, a fim de solucionar o caso e responsabilizar o suspeito. “Em uma rápida ação dos policiais, foi possível apreender o adolescente envolvido no fato, bem como identificar Goes e solicitar por sua prisão preventiva junto a Justiça. As buscas foram incessantes até localizarmos”, finaliza o delegado.

Goes responderá pelo crime de latrocínio e encontra-se preso na Delegacia de Colombo, onde aguarda à disposição da Justiça.

Espera pelo IML

Após o crime, chamou a atenção a demora do recolhimento do corpo. A única viatura disponível do IML havia se envolvido em um grave acidente na Rodovia da Uva. Em nota, a Polícia Científica informou que houve um problema pontual que ocasionou a demora no recolhimento dos corpos. “Um rabecão que atendia Curitiba estragou e foi solicitada a empresa que loca as viaturas um carro reserva, o qual não foi disponibilizado. Tendo em vista a urgência das ocorrências, a direção da Polícia Científica solicitou o deslocamento de um rabecão que atende a Operação Verão, no Litoral do Estado, para auxiliar no atendimento em Curitiba. No momento em que foi solicitado o apoio, ocorreu um homicídio no Litoral, o que ocasionou a demora para a chegada do rabecão até Curitiba”, informou a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) em nota.

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