Por Luiz Henrique de Oliveira e Bruno Henrique

O primeiro dia da audiência de instrução dos 21 policiais acusados de tortura contra os quatro suspeitos presos logo após a morte da menina Tayná, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, demorou mais de dez horas e chegou ao fim por volta das 23h30 desta segunda-feira (5).

Foto: Divulgação

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Dois dos suspeitos foram ouvidos e, nesta terça-feira à tarde, quando a audiência recomeçar no Fórum de Colombo, os outros dois serão interrogados. Após isso, na quarta-feira, os quatro rapazes, que estão em uma sala especial no Cindacta II da Aeronáutica, no bairro Bacacheri, em Curitiba, ficarão cara a cara com policiais para o reconhecimento oficial.

A expectativa é de que a audiência leve de dez a quinze dias para ser concluída. Os policiais são acusados de abuso de autoridade, falso testemunho, tortura, estupro e lesão corporal. Do lado de fora do Fórum, os 21 acusados pela tortura aguardavam a resposta dos advogados para o agendamento do depoimento, que deve acontecer até o dia 16. No total, são 88 testemunhas no processo, entre delegados, funcionários do Instituto Médico Legal (IML) e profissionais da imprensa.

O juiz Leonardo Bechara, que é o responsável pela audiência de instrução, comentou a expectativa para os próximos dias. “É um caso que tomou grande repercussão. Me sinto lisonjeado por presidir esta sessão, que é cansativa, devido aos inúmeros depoimentos que irão acontecer. É importante explicar que oO caso não terminar no dia 16, já que depois disso vamos analisar todo este processo”, afirmou à Banda B.

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Ninguém sabe ainda quem matou Tayná (Foto: Arquivo Pessoal)

No Fórum, agentes da Polícia Rodoviária Federal (PFR) fizeram a segurança e não deixaram ninguém da imprensa ou da família de Tayná se aproximar.

Reconhecimento oficial

Nesta quarta-feira, os policiais civis devem passar por um reconhecimento oficial por parte das supostas vítimas de tortura. Isso deve acontecer no Cindacta, onde os quatro rapazes ficarão durante os dias da audiência, já que estão sob os cuidados do programa de proteção de testemunhas.

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