Por Denise Mello e Bruno Henrique

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A Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) acaba de confirmar, por meio da assessoria, que o sêmen encontrado no corpo da garota Tayná Adriane da Silva não é de nenhum dos acusados pesos. A informação havia sido divulgada nesta segunda-feira (8) pela colunista Joyce Hasselmann . A informação provoca uma reviravolta no caso. O delegado Fabio Amaro, responsável pelo caso, havia garantido na última sexta-feira (5) que os quatro acusados confessaram que estupraram e mataram a adolescente de 14 anos.  Toda a cúpula da segurança pública deve participar da entrevista. As primeiras informações são de que os representantes da Sesp vão dizer que querem prender esta outra pessoa que estaria envolvida na morte de Tayná. Ainda não há informações se o fato do sêmen não ser dos quatro presos, os inocentariam.

Segundo a polícia, até então, os quatro acusados teriam confessado não só ter matado Tayná, mas também a estuprado diversas vezes. Segundo Amaro, Sérgio Amorin da Silva Filho, de 22 anos, Paulo Henrique Camargo Cunha, 25, e Adriano Batista, 23,  teriam matado a garota após manterem relações sexuais forçadas com ela. Amaro informou ainda que os suspeitos deram mais detalhes do crime. Hoje pela manhã, ao ser questionado ao vivo pela Banda B, o delegado Amaro disse não saber de nada. “Não sei de nada, não sei dessas informações”, se resumiu a falar.

O crime

Segundo o que a polícia havia informado, os quatro teriam abordado a garota perto do parque de diversões em que trabalhavam, dado um soco na cabeça dela e a arrastado para um matagal com a intenção de estuprá-la. Segundo palavras do delegado, Paulo, Sérgio e Adriano se revezaram praticando sexo anal e vaginal na adolescente por aproximadamente uma hora. Ezequiel, no entanto, teria ficado só assistindo. Na sequência, um dos homens usou o cadarço da bota da menina para estrangulá-la.

A entrevista coletiva na sexta-feira foi mantida mesmo após informações contraditórias cercarem o caso Tayná. A perita Jussara Joeckel já havia dito logo no início da investigação que a menina não teria sido estuprada. Segundo Jussara, a garota não apresentava sinais de estupro, não apresentava nenhum sinal de luta corporal e estava completamente vestida quando encontrada dentro de um poço da região. Segundo a jornalista Joice Hasselmann, a primeira perícia já apontava que a menina teria sido morta horas depois que os quatro homens foram presos.