Por Elizangela Jubanski e Antônio Nascimento

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Filhas de 6 e 8 anos estavam em casa com a mãe quando o pai armado invadiu o local. Foto: AN/Banda B

A doméstica Cristiana Dama Rocha, 37 anos, foi morta pelo ex-marido na frente das filhas na manhã deste domingo (1º), no bairro São Braz, em Curitiba. Zenaido Evangelista dos Santos, 35 anos, se matou logo em seguida. O casal estava separado há cerca de um ano, no entanto ele era visto constantemente arrombando a residência para levar comidas e outros objetos para sustentar o vício de entorpecentes. As meninas de 6 e 8 foram acolhidas pelos vizinhos.

Junto com as filhas, Cristiane morava de aluguel no mesmo terreno que a dona da casa, na rua Oscar Capeline. Ela trabalhava como doméstica e não tinha auxílio do ex-marido. Pelo contrário, segundo o filho da dona da casa. Santos tinha envolvimento com as drogas e era visto constantemente arrombando a casa para furtar comidas e outros objetos. “Ela é inquilina da minha mãe, morava aqui em torno de dois anos e há um estava separada dele, mas era um inferno, coitada. Ele vivia ameaçando ela e pegando dinheiro e comida”, contou Fábio Rogério Mendes, em entrevista à Banda B.

Na manhã de hoje, o ex-marido teria entrado já armado na casa ameaçando matar Cristiane. “A menina mais velha ligou para gente chorando dizendo que o pai dela tinha invadido a casa, estava armado, e ia matar a mãe dela. A mais novinha estava suja de sangue e corremos para chamar a polícia”, descreveu Mendes.

Assim que policiais militares chegaram ao local escutaram dois disparos. Cristiane foi morta com um tiro na cabeça e ele, em seguida, se suicidou na mesma forma. Todos escutaram os disparos e já encontraram os dois caídos em um dos cômodos. O Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) foi acionado, mas os dois morreram na hora.

O soldado Castro da Polícia Militar (PM) disse que a ação foi rápida. “Fomos acionados para a ocorrências e quando chegamos aqui eles já estavam mortos. Os dois estão dentro da casa, a informação confirmada é que ele matou a ex-mulher e se suicidou depois”, descreveu.

Baiana, a família de Cristiane queria que ela voltasse para a terra natal, mas o convite ainda não tinha sido aceito porque ela gostava do trabalho em Curitiba. “Ela dizia que a vida lá era muito difícil e ela gostava do trabalho dela aqui e a vida lá era muito difícil”, finalizou Mendes. A família dela já foi contactada e a Justiça deve decidir sobre o futuro da guarda das meninas.

A Polícia Científica esteve no local e o corpo do casal foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba.