Por Elizangela Jubanski

14.08.13 TAYNA

Morte da garota continua sem solução. Foto: Reprodução

A morte da adolescente Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, em junho, que chocou os moradores da região do bairro São Dimas, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, ficará sem respostas por, pelo menos, mais um mês. O quarto delegado a comandar as investigações do Caso Tayná, Cristiano Quintas da Delegacia de Homicídios (DH) de Curitiba, revelou nesta segunda-feira (7) que vai pedir prorrogação por mais 30 dias para a finalização do inquérito. O prazo era dia 10 de outubro e com essa nova prorrogação, fica estipulado que o Ministério Público do Paraná (MP-PR) só deva recebê-lo no próximo mês.

O Departamento da Polícia Civil anunciou que o delegado Cristiano Quintas, delegado adjunto da Delegacia de Homicídios, seria o novo responsável pela investigação do caso Tayná em setembro, quase três meses depois do crime. Ele é o quarto delegado a comandar as investigações, que já teve Silvan Pereira, afastado após denúncia de tortura; Fábio Amaro, da Delegacia de Pinhais; Guilherme Rangel, da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), que entrou em férias; e agora Cristiano Quintas. Quintas foi designado pelo delegado-geral, Riad Braga Farhat, para dar continuidade às investigações do Caso Tayná.

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Delegado Quintas pediu mais 30 dias de prorrogação. Foto: BH/Banda B

De acordo com o delegado Quintas, testemunhas que já foram ouvidas estão prestando depoimentos novamente. No entanto, os quatro suspeitos, que agora estão sob proteção do estado, não serão ouvidos, segundo Quintas, porque o teor do depoimento deles já é conhecido.

Prorrogação

Essa não é a primeira vez que o Caso Tayná tem prorrogação de entrega de inquérito. O delegado Guilherme Rangel pediu 30 dias de prazo para entregar o novo inquérito do caso Tayná, em agosto.

Um primeiro inquérito chegou a ser encaminhado ao Ministério Público (MPPR) uma semana após a prisão de quatro suspeitos. Mas a falta de provas e a denúncia de que eles teriam sido torturados para confessar a morte de Tayná fez o MP devolver o inquérito para a Polícia Civil.

Crime

Tayná morreu estrangulamento com o cordão de um sapato no último dia 25 junho em Colombo. Quatro suspeitos chegaram a ser presos, mas após uma suspeita de tortura por parte de policiais civis, foram soltos e permanecem fora do Paraná no programa de proteção a testemunhas.