Redação com G1/PR

Cinco das seis cápsulas de balas de arma de fogo recolhidas em Rio Branco do Sul, Região de Curitiba, no dia da morte de Ricardo Geffer, desapareceram da delegacia do município. Elas seriam analisadas por peritos junto de outras provas colhidas no local da morte da vítima para esclarecer detalhes sobre o caso. A informação do desaparecimento foi divulgada pelo Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e confirmada pela Corregedoria da Polícia Civil, que deve apurar o caso, conforme mostrou reportagem da RPC na noite desta terça-feira (27).

01.08.13-RECALCATTI

Delegado Recaclatti está entre os suspeitos da morte de Geffer

O Gaeco considerou o desaparecimento como um fato grave. As cápsulas são elementos importantes para a perícia indicar a quantidade e a distância dos disparos que mataram Geffer. O delegado Rubens Recalcatti e sete policiais são investigados pela participação na morte da vítima, que era suspeita de matar o primo de Recalcatti, foi executada pelo grupo depois de preso e algemado. O delegado e os policiais afirmam que houve um confronto.

Segundo o Ministério Público, as cápsulas que sumiram da delegacia foram recolhidas no local da morte e entregues pelos próprios policiais, que afirmavam ter participado, junto de Recalcatti de uma operação planejada para prender Geffer. No dia seguinte à morte, porém, o delegado Vitor Dutra de Oliveira encaminhou apenas uma das seis cápsulas para perícia.

O laudo do Instituto de Criminalística feito no corpo da vítima aponta que ela foi atingida por oito disparos, sendo um deles na parte superior do crânio. Para os promotores, isso reforça a hipótese de execução.

Em nota, a Polícia Civil informou que considera grave o sumiço das cápsulas e que a Corregedoria da instituição abriu procedimento para investigar o sumiço. A nota diz ainda que a polícia vai trabalhar para esclarecer as circunstâncias da morte de Ricardo Geffer.

Já o advogado Cláudio Dalledone Jr., que defende Recalcatti e os policiais, reafirmou a inocência dos clientes, segundo a reportagem da RPC. Segundo o advogado, todas as provas encontradas no local da morte de Ricardo Geffer confirmam a tese de que houve confronto, e não execução.

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