Da Redação

Termina nesta segunda-feira (19) o prazo para que sejam indicadas as testemunhas de defesa e acusação do julgamento envolvendo Luiz Fernando Ribas Carli Filho. Com o fim do prazo, o juiz Daniel Surdi de Avelar, da 2.ª Vara do Júri de Curitiba, pode marcar o júri popular do ex-deputado. De acordo com a assessoria do assistente de acusação, Elias Mattar Assad, a data agora depende da agenda do Tribunal do Júri para ser marcada. O Ministério Público do Paraná (MP-PR) acredita que o julgamento possa acontecer ainda esse ano.

ribascarli

Foto: Divulgação

No início do mês, Assad lembrou que a sociedade já espera por uma resposta da justiça há seis anos e disse que o despacho é uma das últimas etapas antes do júri. “Ele foi denunciado no final de 2009. De lá para cá tivemos vários processos, inquéritos, audiências, testemunhas. Tivemos vários anos do Tribunal de Justiça decidindo se ele seria levado para o júri e mesmo assim a defesa recorreu e teve a negativa, sinal que a alegação não teve efeito. A ideia na acusação é que ele pegue uma pena justa por um mal injusto”, disse.

Caso condenado, Carli Filho pode pegar de seis a vinte anos de prisão, podendo ter a pena aumentada a 50% por se tratar de duas vítimas. No total, o tempo de prisão pode chegar a 30 anos.

No Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF), porém, recursos ainda correm sob a alegação de irregularidades no processo.

O caso

Carli Filho é acusado de matar Gilmar Rafael Souza Yared e Carlos Murilo de Almeida em um acidente de trânsito em maio de 2009, no Mossunguê, em Curitiba. Segundo a acusação, ele dirigia embriagado e a 173 km/hora. Na ocasião, o Detran informou que o ex-deputado tinha 130 pontos na carteira de habilitação por infrações de trânsito.