Redação com G1/PR

Rosária foi baleada no dia 23 de dezembro durante uma confraternização. (Foto: Reprodução)

A polícia concluiu nesta segunda-feira (30) o inquérito sobre a morte da copeira Rosária Miranda da Silva, em Curitiba. A policial Kátia das Graças Belo foi indiciada pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, motivo fútil e sem defesa pra vítima. Ela é suspeita de ter dado o tiro que matou Rosária. O inquérito foi assinado pelo delegado Fábio Renato Amaro. O Ministério Público do Paraná (MP-PR) analisa agora se oferece denúncia ou não. Kátia Belo responde ao processo em liberdade. As informações são do G1/pPR

Mais de um disparo

A investigação da Polícia Civil sobre a morte da copeira Rosária Miranda da Silva, de 44 anos, contraria o depoimento da investigadora suspeita pelo crime e aponta que ela fez mais de um disparo contra a festa em que a vítima estava, no bairro Centro Cívico, em Curitiba

De acordo com a análise da Polícia Científica, uma das simulações mostra que a janela de Kátia é compatível com a trajetória da bala que atingiu a cabeça de Rosária. A investigação encontrou ainda um vídeo de monitoramento de uma empresa vizinha, que apontaria que a investigadora fez pelo menos dois tiros contra a festa e não um como afirmou em depoimento na DHPP. As imagens mostrariam clarões vindos da janela da policial.

O laudo, no entanto, aponta uma ressalva. Os peritos mencionam que uma árvore e outros elementos, como o muro, causam uma obstrução de visão direta. Mesmo assim, a perícia acredita que a janela é compatível como origem do tiro.

Na última semana, o advogado da família de Rosária, Ygor Salmen, já dizia que o conjunto probatório mostra que há uma autoria, assim como a materialidade no crime. “O argumento da defesa é de que supostamente não há materialidade de que o disparo partiu da arma da investigadora não nos preocupa muito, já que há um conjunto probatório robusto em relação ao caso. Diversos elementos comprovam a autoria, então os indícios de materialidade não são necessários, já que os elementos probatórios dão conta no processo”, disse.

O advogado da investigadora, Peter Amaro, contesta a versão, uma vez que a bala não foi encontrada para comparação com a da arma da investigadora.

O caso

Rosária participava de uma confraternização no último dia 23 de dezembro no Centro Cívico, em Curitiba, quando foi baleada na cabeça. Ela chegou a ser socorrido e ficou internada no hospital, mas não resistiu e morreu no dia 1º de janeiro. Na DHPP, Kátia disse que se irritou com o barulho da festa, que ocorria ao lado de casa. O disparo teria sido feito da janela do apartamento dela.

Notícia Relacionada:

Laudo dá detalhes do tiro que matou copeira; defesa diz que sem bala não há prova de que policial atirou