Por Felipe Ribeiro

Uma policial militar do Paraná procurou o Núcleo de Combate aos Ciber Crimes (Nuciber) para registrar um Boletim de Ocorrência (BO) em razão de uma foto em que supostamente aparecia seminua e que passou a circular no Whatsapp durante as últimas 48 horas. Na imagem é possível observar uma mulher vestida apenas com a parte de cima da farda da PM. De acordo com o delegado Demétrius Gonzaga de Oliveira, o BO foi registrado como montagem com a intenção de denegrir a imagem da policial.

bopoliciaFoto: Reprodução

Segundo o delegado, o procedimento para a Polícia Civil ter acesso a informações relativas ao rastreamento já foi aberto e a situação pode ser enquadrada como crime à honra. “Os criminosos também se utilizam de recursos para evitar que sejam identificados. Esse é um caso que poderia ser visto em Vara Civil, mas como a imagem gerou comentários contra ela, estamos investigando para encontrar os responsáveis”, disse.

A policial envolvida usou a página pessoal do Facebook para se defender e afirmou que não deixará o caso ser esquecido. “Deixo aqui bem claro que a imagem que estão repassando nos grupos do Whatsapp vinculada a uma foto minha, não sou eu. Aqui o procedimento é outro, e não pense que isso vai ficar esquecido”, afirmou.

Segundo o delegado Oliveira, tanto quem produziu a imagem quanto quem reproduziu, pode ser responsabilizado por crime contra a honra dela. “Quem está envolvido pode ser condenado a pagamento de cestas básicas ou prestação de serviço com a comunidade. Na esfera civil a pena pode chegar a R$ 100 mil por pessoa que agiu contra a honra dela”, concluiu.

A Banda B também entrou em contato com a assessoria da Polícia Militar, que informou que ao funcionário público ofendido em situações de divulgação de imagens cabe buscar os seus direitos conforme legislação vigente e representar contra seu ofensor em uma delegacia, conforme o caso da policial militar citada nas mídias sociais . Em relação a isso foram tomadas providências internas de investigação no sentido de identificar os autores e os divulgadores.

Em relação à foto erótica – de uma mulher com vestimentas supostamente pertencentes à Polícia Militar – se ficar comprovado que seja uma policial, ou um policial que emprestou as vestimentas para a foto, fica este (a) passível de responsabilização severa já que fere ética e moralmente a legislação castrense. No entanto, somente após uma investigação, pois da forma que se apresenta, não identifica ninguém.

Dependendo do caso, cabe a abertura de Inquérito Policial Militar (IPM) ou Sindicância, para apurar as circunstâncias dos fatos e responsabilidades.