Por Elizangela Jubanski e Bruno Henrique

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Policial ferido falou com a Banda B. “Fui pego de surpresa”. Foto: BH/Banda B

Um policial militar de 37 anos foi agredido por um DJ durante uma operação da Ação Integrada de Fiscalização Urbana (Aifu) na madrugada desta quinta-feira (1º), no Centro Cívico, em Curitiba. Jackson Knoll levou um soco de um DJ da casa noturna John Bull. O agressor está preso e a casa foi fechada por falta de documentação e alvará vencido.

Policiais miliares, guardas municipais e agentes da prefeitura de Curitiba faziam fiscalização em bares e casas noturnas na madrugada de hoje quando, por volta das 2 horas, entraram neste estabelecimento que fica na rua Mateus Leme. Logo na administração da casa, agentes da Aifu notaram a falta de muitas documentações relacionadas ao funcionamento do local.

Imediatamente, policiais e guardas se infiltraram entre os presentes e pediram para que o DJ informasse aos jovens que o local estava sendo interditado. Nessa hora, a confusão teria começado. “Em vez de avisar, ele pegou o microfone e começou a incitar as pessoas a partir pra violência e não deixar a gente fazer nosso trabalho. Fui pego de surpresa. Ele me deu um soco e os outros policiais me ajudaram a dominá-lo”, contou o policial à Banda B. Knoll é sargento, PM há 17 anos e levou quatro pontos no supercílio.

Após a agressão ao policial, garrafas foram quebradas e outros objetos atirados para o meio da multidão. Outras cinco pessoas ficaram feridas e foram atendidas pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate). O DJ foi levado ao Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (Ciac-Sul), no bairro Portão. Ele ainda não tinha sido identificado oficialmente porque estava sem documentos.

Irregularidades
Entre os documentos faltantes, o certificado de vistoria estava vencido, assim como o alvará de funcionamento. O documento da vigilância sanitária não foi encontrado e todo o revestimento de madeira da casa noturna precisa ser trocado, já que oferece risco em caso de incêndio.

Resposta

O proprietário do  John Bull, Gilberto Carvalho, reconheceu à Banda B que o alvará estava vencido desde dezembro, no entanto possui todos os protocolos das entradas para o documento. “Cada vez a legislação muda a gente precisa de outro alvará. Ele venceu, de fato, em dezembro, mas desde lá estou cumprindo as modificações e correções dentro do meu prazo. Para pegar o alvará da Prefeitura, preciso a do Corpo de Bombeiro, que está atrelado ao da Vigilância Sanitária e assim por diante. Tenho todos os protocolos”, disse. A casa noturna funciona há 30 anos, com os devidos documentos.

Já sobre a agressão Carvalho lamenta. “A operação é normal, de praxe. Os policiais entraram e pediram para acender as luzes, normal. Mas um DJ que toca lá esporadicamente pegou o microfone e em invés de acatar a polícia, foi querer desrespeitar. Lamentável”, finalizou.