Da Redação

O policial civil que matou a namorada na última quinta-feira (24) e tentou se matar em seguida, em Curitiba, continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Cajuru. Napoleão Seki Júnior, de 36 anos, passou por uma cirurgia e, se sobreviver, deve ficar cego de um olho. A informação é de que o estado de saúde dele é gravíssimo e ele ainda corre risco de morte.

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Paola namorava com Napoleão há um ano quando foi assassinada. (Foto: Arquivo pessoal)

Segundo familiares da vítima, a estudante Paola Natália Cardoso, de 23 anos, o casal se conheceu depois que a mãe dela foi assaltada. Paola teria ido a uma das unidades da Polícia Civil para buscar socorro quando se deparou com Napoleão. A partir de então, eles começaram a se relacionar.

Amigos da jovem, que não quiseram se identificar, informaram que o namoro dos dois, que teve início há cerca de um ano, era bastante conturbado. Eles brigavam muito mas, apesar disso, ela nunca se mostrou triste com o relacionamento.

Paola tinha um filho de um ano com um antigo companheiro e havia conseguido transferir o curso de Engenharia Química, que cursava no Rio Grande do Sul, para a Universidade Federal do Paraná (UFPR). De acordo com familiares e amigos, ela era uma pessoa que vivia alegre e feliz.

O crime

No início da tarde do último dia 24, após uma discussão, Napoleão derrubou Paola no chão e a algemou. Em seguida, a chutou e atirou quatro vezes contra ela no meio da rua. O crime aconteceu no Alto da XV, em Curitiba. O criminoso trabalhava no Núcleo Jurídico da Secretaria de Segurança do Paraná.

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