Por Elizangela Jubanski e Antônio Nascimento

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Dois adolescentes estavam na moto e o outro guardou a arma usada no crime. Foto: AN/Banda B

Três adolescentes foram apreendidos e um homem preso pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) na manhã desta quinta-feira (1º) acusados de matar o policial civil Ubiraci Mendes, 53 anos. Dois adolescentes participaram ativamente do crime, indo até o local e atirando contra o policial. O outro adolescente e o rapaz estavam com as armas utilizadas e também a do policial. A motivação para o crime teria sido uma discussão dentro de um bar, onde teria ocorrido ameaça de morte de ambas partes.

A operação para prender os suspeitos foi deflagrada às 6 horas e reuniu 30 policiais para o cumprimento de cinco mandados judiciais. De acordo com o delegado do Cope, Rodrigo Brown, a solução do crime contou com um trabalho incansável dos policial. “A morte do Ubiraci chamou a atenção pela crueldade que ele foi praticado. Nós dedicamos toda a nossa atenção e efetivo nesse caso, foi um trabalho incessante. Por meio de depoimento de denúncias e informações colhidas com testemunhas, conseguimos identificar esses dois menores que seriam os executores dos policial. Eles confessam o crime e com eles foi apreendida droga, maconha e crack”, contou o delegado.

Os mandados de apreensão dos adolescentes foram expedidos pela Vara da Infância e Juventude. “No decorrer das investigações, outro homem foi preso com um revólver calibre 38, usada no crime, e a pistola ponto 45 que era do policial. O outro menor que estava escondendo o outro revólver usado no crime dentro de uma pizzaria no bairro Campo Comprido”, descreveu o delegado.

Os capacetes, as jaquetas usadas no crime e as armas foram todas apreendidas. Apenas a motocicleta não foi encontrada pelos policiais. Para o delegado responsável pelo Cope, a motivação teria sido um desentendimento. “Pelo que nós descobrimos, o policial frequentava muito os bares da região e, nesse convívio, acabou tendo um desentendimento com um desses adolescentes que efetuou os disparos. Nesse desentendimento, um acabou jurando o outro de morte e para o policial foi mais uma discussão, mas para o menor foi uma questão de honra, que resolveu executá-lo e, ainda subtraindo a arma”, finalizou o Brown.

O investigador estava afastado da polícia por decisão judicial porque respondia uma ação civil pública. Ele estava na corporação há 22 anos e deixou uma filha de 14 anos.

Crime

O crime ocorreu por volta das 21 horas num bar localizado rua Monsenhor João Augusto Sobrinho, que fica perto da casa da vítima. Testemunhas disseram que ele frequentava o local e foi surpreendido pelos assassinos, que chegaram em uma moto Twister. Foram três disparos, todos na cabeça.

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