Por Elizangela Jubanski e Flávia Barros

Os policiais militares presos da Operação Vídea, do Ministério Público do Paraná (MPPR), facilitavam os roubos a caixas eletrônicos na Grande Curitiba. Sete policiais estão detidos e um, de folga, ainda não foi encontrado. O coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Leonir Batisti, afirmou que à Banda B que os policiais sabiam dos roubos e não atuavam para combater.

“Os policiais acobertavam conscientemente, ou seja, eles eram contactados nas respectivas áreas onde se iam realizar os furtos, e então, iam para outro lado ou deixavam de fazer acionamento com alarme, por exemplo, em cofre de empresa”, disse Batisti.

A operação investiga uma organização criminosa envolvida em assaltos a cofres de empresas e caixas eletrônicos e também em tráfico de drogas. Ao todo, dos 35 mandados de prisão temporária, 27 já estão detidos. Além disso, há mandados de busca e apreensão de materiais. Dinheiro, documentos, jetski, entre outros, estão na sede do Gaeco. Os mandados ainda serão cumpridos à tarde.

“Desses mandados, houve três outras prisões em flagrantes. Dos que já tinham mandado, alguns foram presos também por estarem em posse de arma de fogo, munições e tráfico. há vários subgrupos que se ajudaram. A furadeira magnética, por exemplo, quando não era usada, era locada. A profissão deles é fazer esse tipo de crime”, disse o coordenador.

A furadeira encontrada na casa dos integrantes da quadrilha era utilizada para abrir cofres de caixas eletrônicos. Todos os detidos estão presos temporariamente e ainda não prestaram depoimento.