Os oito policiais militares presos, sendo três oficiais, na manhã desta quinta-feira, em Curitiba, durante a Operação Fractal da Polícia Federal (PF), queriam a todo o custo derrubar o atual comandante-geral da Polícia Militar, coronel Roberson Luiz Bondaruk. O motivo desta tentativa de ‘golpe de estado’, segundo o delegado José Alberto de Freitas Iegas, da PF, é que Bondaruk não cedia à pressão da quadrilha.

Em um diálogo revelado pela PF, um dos envolvidos no esquema chegou a dizer: “Olha, sujou. Com este novo comandante não temos acerto”. Segundo Iegas, por meio de uma pressão interna, os oficiais envolvidos queriam sim desestabilizar a gestão de Bondaruk. “Usavam da influência para tentar prejudicar o atual comandante, porque ele não havia entrado no esquema”, afirmou Iegas.

Presente na coletiva, Cid Vasques, secretário de Segurança Pública, foi questionado se com esta declaração de um dos envolvidos é possível afirmar que nos comandos anteriores havia acerto. “Não sei dizer”, disse ele, sem se aprofundar sobre o tema.

Por sua vez, Bondaruk não quis falar sobre o possível esquema contra ele e apenas comentou a prisão dos policiais. “Já temos até o momento oito policiais militares presos em todo o estado. Talvez ainda tenhamos novas prisões feitas, mas que não podem ser ditas ainda. É uma parceria forte entre os órgãos de Segurança Pública contra o crime organizado”, disse.