Por Felipe Ribeiro e Antônio Nascimento

Seis policiais militares, incluindo o suposto líder da quadrilha, foram presos nesta sexta-feira (7) acusados por diversas explosões de caixas eletrônicos em Curitiba e região metropolitana. De acordo com o Comando de Operações Especiais (Cope) da Polícia Civil, foram oito meses de investigação que culminaram em 22 mandados de prisão. Além dos seis já presos, um sétimo policial militar também pode ser detido ainda nesta sexta.

Entre as ações que levaram o Cope até a quadrilha está o confronto dos bandidos com policiais em Rio Branco do Sul no dia 11 de outubro. Neste casom o irmão de um dos policiais militares, André Kubis da Silva, foi preso logo após ser baleado. Outro crime com envolvimento da quadrilha está uma tentativa de arrombamento ocorrido em Três Barras, no norte de Santa Catarina, na qual três pessoas morreram e cinco pessoas foram presas. Neste caso, Bruno Vaz Pedroso, vulgo Bolacha, foi baleado e está na UTI.

Segundo o secretario de Segurança Pública, Leon Grupenmacher, um dos presos trabalhava para a Central de Operações Policias Militares (Copom) e repassava informações erradas para as equipes de plantão enquanto a quadrilha agia em outro ponto da cidade. “O principal problema neste caso é que os 22 acusados vão responder pelo mesmo crime que um ladrão de galinha, mas a formação de quadrilha e o uso dos explosivos podem aumentar a pena deles”, disse.

Coordenador da operação o delegado do Cope, Luiz Alberto Cartaxo, disse que a quadrilha era estruturada e outros suspeitos já estão presos. “Durante todo o período de investigação, outros suspeitos já haviam sido presos, mas não divulgamos para não interferir na operação”, explicou.

Os nomes dos policiais militares envolvidos não foram divulgados, mas o Cope tem cinco dias para verificar o envolvimento já que este é o prazo da prisão preventiva.