Por Elizangela Jubanski e Danaê Bubalo

Os policiais civis do Paraná descartaram a greve geral na assembleia que aconteceu no começo da noite desta quarta-feira (14), no bairro Vila Izabel, em Curitiba. A classe pretende enviar ao Governo do Estado novos pedidos e reivindicações. O alerta sobre a paralisação acontece desde a morte do agente penitenciário durante uma rebelião e fuga de presos da Delegacia de Colombo, na região metropolitana.

O governador Beto Richa anunciou durante a semana medidas para conter as paralisações dos policiais: transferência de presos nas delegacias de Curitiba e região em até dois meses e a contratação de mais profissionais. De acordo com o presidente do Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná (Sinclapol), André Gutierrez, a luta da classe é que a retirada de presos de delegacias aconteça em todo o estado.

“O posicionamento ficou da seguinte forma: Londrina decidiu que em até 30 dias vai pedir ao Governo um cronograma que se refira à retirada dos presos do interior. O decreto da capital atende bem aos anseios daqui, mas ainda temos muitos presos no interior em delegacias”, disse Gutierrez.

O presidente admite que as transferências podem levar um tempo para acontecer e, por isso, o objetivo do cronograma. “Não é mágica, sabemos disso. Mas, então, queremos um cronograma sério de transferências que seja respeitado”

Desde o início da operação de transferência de presos das delegacias para o sistema prisional em Curitiba e região, cerca de 1,2 mil presos foram levados para a penitenciária. “Agora faltam os mais de 8,5 mil presos nas restantes das delegacias do estado”, finalizou.