Por Elizangela Jubanski e Bruno Henrique

Os doze policiais civis do Alto Maracanã, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, acusados de tortura no Caso Tayná não conseguiram realizar o procedimento de coleta de material genético na manhã desta quarta-feira (21). A coleta estava marcada  a partir das 9h30 no Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba, mas os policiais alegam que não foi permitida a entrada do médico indicado pela defesa do grupo para acompanhar o procedimento. Eles então se recusaram a fazer a coleta.

O procedimento dos policiais aconteceria de maneira aleatória e seria confrontado com o DNA encontrado na garota. A jovem Tayná desapareceu no dia 25 de junho de 2013 e foi encontrada morta três dias depois, em um terreno baldio de Colombo, na região metropolitana de Curitiba.

Segundo os policiais acusados, a direção do Instituto de Criminalística impediu a presença do médico indicado pela defesa durante a coleta. Embora, segundo os policiais, um documento autorizasse a presença do médico do grupo. Os policiais não são suspeitos nesse caso e forneceriam material genético de maneira espontânea para o caso.

O resultado seria anexado ao inquérito sobre a morte da garota que está sendo investigada pelo delegado Cristiano Quintas, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

De acordo com o advogado de defesa dos policiais, André Romero, o Ministério Público do Paraná (MPPR) concordou em apresentar, primeiramente, um perfil genético do material colhido na garota, para então realizar a coleta dos policiais. “Os policiais jamais se recusaram a fornecer material genético, o que a gente estava pedindo é um perfil genético, uma contraprova, que tinha sido negado para a defesa, até então”, explicou.

Suspeitos

Os quatro funcionários do parque de diversões da região que foram apontados como suspeitos do crime já voltaram a participar do programa de Proteção à Testemunhas. Segundo as investigações da época, eles teriam confessado ter estuprado e matado Tayná. Depois, alegaram que sofreram torturas de policiais para que confessassem o crime. O paradeiro dos quatro é mantido em sigilo.