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Eder Conde foi preso de novo – Foto: Banda B

A prisão de Éder Souza Conde, conhecido como o “Fernandinho Beira-Mar do Paraná”, foi decidida pela Justiça depois que o acusado, que respondia em regime aberto a uma condenação de 22 anos por tráfico de drogas, tentou acessar por diversas vezes seu condomínio de luxo no Alphaville, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba. A informação foi confirmada na manhã desta segunda-feira (22) pelo delegado Rodrigo Brown de Oliveira, do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope).

Em 2012, Conde foi condenado a 22 anos após ser preso preso na Operação Ressaca da Polícia Federal, que apurou que o grupo comandado por Conde distribuía 100 quilos de cocaína a cada três meses na Cidade Industrial de Curitiba (CIC).

Muitos questionam como, com uma condenação tão grande, Éder respondia em liberdade. “Isto é uma questão do poder judiciário. Ele cumpriu seis anos e conseguiu de alguma forma aguardar em liberdade o julgamento de seus recursos em instâncias superiores”, explicou o delegado Brown de Oliveira.

Na época de sua prisão, Conde morava em uma residência de alto padrão e possuía veículos de marcas famosas, como Porsche e Ferrari. Ao todo, os imóveis e automóveis somavam mais de R$ 4,3 milhões. Era justamente esta residência que Conde tentava acessar, conforme explicou à Banda B o delegado.

“Há poucos meses ele ganhou liberdade e vinha descumprindo ordem judicial, porque teve várias tentativas dele de tentar acessar novamente este imóvel que havia sido apreendido. Foi expedido o mandado de prisão e cumprido neste sábado”, afirmou.

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Carro de Conde tentando acessar condomínio no Alphaville (Foto: Divulgação)

O delegado não descarta que Conde estivesse novamente comandando o tráfico na CIC. “Nos chegou a informação de que, com a morte do Diandro, outro traficante da região, ele retomou as operações. Na hora da prisão dele, outros elementos chegaram no local e encontramos grande quantia em dinheiro (R$ 34 mil), que estava escondida dentro de um veículo Audi. Há uma grande possibilidade de que o dinheiro seja referente ao movimento daquele dia no tráfico da região”, detalhou.

Com relação ao envolvimento de Conde na morte de Diandro, o delegado preferiu deixar as informações do cargo com a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). “Ele alegou que não matou o Diandro e apresentou álibi, mas é certo que sempre teve o interesse pelo tráfico na região”, limitou-se a dizer.

Conde é conhecido da polícia desde o começo dos anos 2000, quando foi preso por um homicídio e liberado por falta de provas. Em 2005, foi preso na Operação Tentáculo, resultado da investigação do assassinato do major Pedro Plocharski, comandante interino do 13.º Batalhão da Polícia Militar.

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