Da Polícia Civil

Uma operação conjunta entre policiais da DFR (Delegacia de Furtos e Roubos) de Curitiba e do Tigre (Tático Integrado Grupo de Repressão Especial) resultou na prisão de um homem de 30 anos suspeito de extorquir uma funcionária de uma agência bancária de Curitiba. Fabrício da Silva Paes foi preso na segunda-feira (28) no Bairro Alto no exato momento em que praticava a extorsão, a partir de um telefone público.

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(Foto: Polícia Civil)

Com ele, a polícia apreendeu duas armas – uma pistola Taurus calibre 380, com numeração de série suprimida, e um revólver calibre 38 – usados no crime. A polícia ainda procura outro homem envolvido na extorsão.

Por volta das 8h30 da manhã de segunda-feira, policiais civis da DFR foram acionados pela área de segurança de uma agência bancária, que informou que o marido de uma funcionária estaria em posse de criminosos e que eles estariam exigindo que ele lhe entregasse R$ 50 mil. Tendo em vista que, inicialmente, a vítima estava em poder dos suspeitos, o Grupo Antisequestro Tigre, unidade de elite da Polícia Civil também foi acionado.

Uma hora depois, a vítima foi liberada pelos suspeitos e relatou aos policiais que foi abordada por dois homens armados, no momento em que chegava ao local de trabalho. Os criminosos exigiram que a vítima sacasse os R$ 50 mil – valor que os suspeitos voltariam para buscar.

A partir desse momento, equipes de policiais compostas pela DFR e do Tigre iniciaram as diligências para identificar os suspeitos que passaram a realizar diversas ligações para a vítima, nas quais exigiam, sob graves ameaças, que a vítima lhes entregasse a quantia exigida.

Por volta de 16h30, Paes foi preso no exato momento em que usava um telefone público para extorquir a vítima. Na residência dele foram encontradas as duas armas de fogo utilizadas no crime.

“Essa foi uma operação conjunta realizada pela DFR e pelo TIGRE que teve êxito em prender, em um curto lapso temporal, um dos suspeitos de um crime bastante grave e cuja elucidação é bastante difícil, e que só foi possível ante o esforço conjunto de duas Delegacias Especializadas, cujos integrantes não mediram esforços para garantir a integridade física da vítima e realizar a captura do suspeito”, disse o delegado operacional da DFR, André Gustavo Feltes.

Já o delegado Cristiano Quintas, operacional do Grupo Tigre, ressaltou que “a integração entre as duas especializadas, permitindo o emprego de técnicas específicas de investigação, foi a chave do sucesso para a elucidação do caso, culminando com a prisão de um dos chantagistas e a apreensão do armamento utilizado”.

Fabrício da Silva Paes já possuía registro criminal pelo crime de roubo agravado, praticado em 2012. O suspeito foi autuado pelos delitos de extorsão majorada e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Se condenado, ele pode pegar até 21 anos de prisão.

A Polícia Civil continua a investigação para identificar e prender os demais autores do crime.