Da Redação com Polícia Civil

dupla-presa(Foto: Antônio Nascimento – Banda B)

Cerca de R$ 2 milhões em joias furtadas de casas no Batel, em Curitiba, foram recuperados por policiais civis da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) em uma casa no Bairro Alto na noite da última quarta-feira (12). Os irmãos Elias de Oliveira, de 32 anos, e Adriano de Oliveira, 36, foram presos. Um veículo Cruze e um Vectra foram apreendidos. Com Adriano, os policiais também encontraram uma pistola 380.

O delegado Rodrigo Souza, da DFR, explicou que a ação criminosa era investigada há pelo menos três meses. “Eles eram especializados em furto. Estima-se que eles tenham praticados no mínimo dez atos criminosos em residências do Batel e algumas do Centro da cidade”, contou o delegado. “Eles andavam armados, mas o desejo  era de furtar. A arma era só para o caso de algo sair errado, só aí eles migravam para o roubo. Em um dos casos, a família estava em casa e eles fizeram isso”, explicou.

Souza destacou que a investigação segue para encontrar os receptadores do bens furtados e para averiguar a participação de vigilantes que podem ter facilitado a vida dos irmãos criminosos.

A prisão

No começo da noite de quarta, conhecendo a dupla, os policiais da DFR abordaram Elias em um Vectra em uma rua do Bairro Alto. “Ele apresentou documentação falsa, mas logo foi descoberto e conduzido até a delegacia. Lá, foi encontrada uma chave com alarme de uma casa, que ele insistia em dizer que era da mãe, que morava em Piraquara, na região metropolitana. Nós descobrimos que a residência dele e do irmão era o local onde guardava os objetos furtados, no Bairro Alto”, explicou Souza.

Na sequência, uma equipe da DFR se deslocou até o lugar e lá encontrou Adriano, numa casa luxuosa conquistada na base de muitos furtos. Com ele foi apreendida a pistola e dezenas de brincos, pulseiras, braceletes, anéis, correntes, gargantilhas, relógios, pingentes entre outras joias, tudo de ouro e brilhantes. Inicialmente avalia-se que as joias apreendidas valem em torno de R$ 2 milhões. “Agora vamos chamar as vítimas para fazer o reconhecimento dos produtos e para podermos devolvê-las”, concluiu o delegado, destacando que será pedido judicialmente o sequestro dos bens dos irmãos.