Por Luiz Henrique de Oliveira e Djalma Malaquias

Um homem de 34 anos foi preso pelo Nucria (Núcleo de Proteção à Criança e Adolescente) no bairro Boa Vista, em Curitiba, na manhã desta quinta-feira (2). John Paulo Lincoln Magdalena seduziu uma menina de doze anos na rede social Facebook durante um tempo, até quando marcou um encontro físico no Parque Barigui, em janeiro deste ano. Neste dia, ele praticou o estupro contra a vítima, próximo a um shopping na região central.

Suspeito negra o crime, mas imagens dizem o contrário (Foto: Djalma Malaquias – Banda B)

Segundo o delegado Tito Livio Barichielo, do Nucria, a menina, seduzida pelo amigo virtual, mentiu para a família no dia do crime. “Ela disse que ia ao shopping, mas na verdade tinha marcado este encontro. O rapaz a convidou para dar uma volta e passou a transitar com ela pela cidade. A menina apenas lembra de passar por um shopping e, em um local deserto, acaba praticando os diversos atos libidinosos contra ela”, descreveu o delegado.

Para evitar que a menina trouxesse o caso à tona, o acusado gravou imagens dela nua e prometeu expor na rede social. “Fizemos a operação hoje e localizamos o celular com as imagens. A menina chora muito e suplica para ele não fazer nada, mas o rapaz mais forte e agressivo acaba praticando o ato. A partir daí, ele a ameaça para que o caso não fosse divulgado”, descreveu Barichielo, fazendo questão de destacar que, mesmo se o sexo fosse consentindo, o suspeito responderia criminalmente. “Até os 14 anos, o adolescente não tem a liberdade sexual, segundo a lei”, afirmou.

Apesar de a menina não revelar o que aconteceu, a mãe passou a suspeitar da forma como ela vinha agindo e procurou a polícia, que investigou a fundo e o localizou. Além do estupro, o suspeito foi flagrado com diversos anabolizantes. “É um rapaz com um perfil de trabalhador, bombado, de barba feita. Por isso, não se deve nunca julgar uma pessoa pela aparência. Na rede social, era amável e tratava a menina da melhor forma, planejando este crime”, concluiu.

Na delegacia, o suspeito nega o crime e, apesar das imagens, diz que apenas recebeu os vídeos pelo WhatsApp. Pai de um menino de seis anos, ele agora permanece preso à disposição da Justiça.