Da Redação com Polícia Civil

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(Foto: Divulgação/Polícia Civil do Paraná)

Um crime de extorsão contra um empresário do ramo imobiliário, terminou com duas pessoas presas na manhã desta quarta-feira (7). Maikon Michel Fernandes, conhecido como “Japa”, de 34 anos, foi detido no momento em que recebia um revólver calibre 38 de Joel Cardoso dos Santos, 54.  Os dois estavam na frente de um estabelecimento em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba (RMC).

A polícia chegou até a dupla após identificar Fernandes como participante de um crime de extorsão que aconteceu no dia 28 de novembro deste ano. Na ocasião, ele e mais um homem que já está preso, Fabricio da Silva Paes, 30, abordaram o empresário quando ele chegava no trabalho no bairro Tarumã.

Os suspeitos teriam entrado no carro da vítima, uma Mitsubishi branca, exigindo dinheiro. O empresário falou, então, que precisaria sacar a quantia. Ele foi liberado no estacionamento de um supermercado na promessa de que iria sacar para os suspeitos o valor de R$ 50 mil.

Extorsão

A dupla passou a fazer ligações contantes para o empresário, nas quais, sob graves ameaças, exigia que ele entregasse a quantia em dinheiro. Paes foi preso no momento em que usava um telefone público para extorquir a vítima, mas Fernandes ainda permanecia foragido.

“As diligências continuaram e, por meio de um trabalho constante de campo e inteligência, conseguimos chegar até o segundo suspeito”, relatou o delegado-titular da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), Matheus Laiola.

De acordo com as investigações, Fernandes possui uma extensa ficha criminal com passagens por roubo, porte ilegal de arma de fogo, receptação, adulteração de sinal de automóvel e homicídio.

Assassinato

O assassinato cometido pelo “Japa” aconteceu no ano de 2011, no município de Colombo, também na RMC. Na época, Fernandes atirou duas vezes contra a própria esposa na frente da filha, que tinha quatro anos de idade.

Segundo o delegado, Fernandes é uma pessoa bastante perigosa. “Com essa prisão, tiramos de circulação um indivíduo de alta periculosidade. É importante ressaltar que apesar de ter saído da prisão há pelo menos um mês, já voltou a praticar crimes graves e, mesmo após a detenção do comparsa, foi detido no momento em que buscava outra arma, com a qual certamente iria praticar novos delitos”, conclui.

Fernandes responderá pelos crimes de extorsão majorada e porte ilegal de arma de fogo com numeração suprimida. Se condenado, poderá pegar de 11 a 27 anos de prisão. Já Santos responderá por porte ilegal de arma de fogo com numeração suprimida, podendo pegar de três a seis anos de prisão.