A Delegacia de Homicídios pediu na tarde desta quarta-feira (3) a coleta do material genético de um homem preso no Rio de Janeiro para comparar com o DNA da menina Rachel Genofre, encontrada morta na Rodoferroviária de Curitiba, em novembro de 2011. De acordo com o delegado Rubens Recalcatti, assim que receberam a informação deste paranaense preso na capital carioca, foi feito o pedido.

“Assim que recebemos a informação da polícia deste pedófilo que agia em escolas de Curitiba pedimos o exame. Ele não bate com o perfil do suspeito que traçamos, mas também não necessariamente esse perfil está correto, então vamos fazer esse exame para verificar”, disse.

Segundo o delegado nada pode ser descartado na investigação e este é um fato novo. “Nós queremos chegar ao responsável e a vontade é muito grande para isso, mas temos muitos passos pela frente”, afirmou.

O caso

No final da tarde do dia 03 de novembro de 2008, a menina Rachel Maria Lobo Oliveira Genofre deixava o Instituto de Educação, no Centro de Curitiba, após o término das aulas, por volta das 17h30. O tchau dado pela garota aos colegas de classe, naquela segunda-feira, é a última lembrança que se tem de Rachel ainda viva. O corpo da garota, morta por esganaduras no pescoço, só foi encontrado dois dias depois, na noite do dia 05, dentro de uma mala abandonada embaixo de uma escada, na Rodoferroviária de Curitiba.