Por Luiz Henrique de Oliveira e Antônio Nascimento

A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) não tem mais nenhuma dúvida de que a cabeleireira Ellen Homiak Federizzi matou o marido, o policial militar Rodrigo Federizzi, com um tiro na cabeça, na manhã do último dia 28 no apartamento do casal no bairro Tatuquara, em Curitiba. Ellen agiu sozinha e a polícia tem duas linhas de investigação para esclarecer a motivação do caso. As informações foram confirmadas em coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (18).

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Ellen matou Rodrigo com tiro na cabeça (Foto: Reprodução Facebook)

De acordo com a DHPP, Ellen diz ter cometido o crime após ter sido chamada de louca e ter ouvido do marido que seria internada em uma clínica psiquiátrica. Apesar disso, a DHPP investiga a relação do caso com o sumiço de R$ 50 mil da conta do policial, que teria cobrado a esposa, o que pode ter também motivado o assassinato.

Ellen matou o marido pela manhã, limpou o apartamento, decepou as pernas e comprou a pá, para enterrar as duas partes em Araucária, na região metropolitana de Curitiba. Antes de se livrar do corpo, a cabeleireira dormiu no mesmo quarto que a vítima.

A DHPP confirmou ainda que o estampido ouvido pelo filho do casal foi o disparo que tirou a vida de Rodrigo. A criança ainda teria ouvido um barulho de vômito, que provavelmente aconteceu após o tiro. Durante o depoimento, Ellen disse que cometeu o crime após uma discussão, mas as investigações contestam a versão.

Outro elemento divulgado pela Polícia Civil dá conta de que Ellen enterrou as partes do corpo em locais diferentes após ouvir um barulho próximo ao local onde enterrou o tronco.

Um dos primeiros elementos que levou a prisão de Ellen foi a perícia realizada no quarto do casal. Por meio da substância química luminol, encontrou sangue humano no quarto e no banheiro. Dois dias após o crime, Ellen registrou Boletim de Ocorrência alegando que ele tinha saído de casa para resolver assuntos pessoais.

Ellen será indiciada homicídio, ocultação de cadáver e furto de arma de fogo. A DHPP já pediu a conversão da prisão temporária dela por prisão preventiva.

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