Redação

28.06.13 SUSPEITOS TAYNA

Quatro suspeitos confessaram, em detalhes, o crime da garota Tayná

A Polícia Civil garante que as investigações do caso da garota Tayná Adriane da Silva, 14 anos, morta na semana passada em Colombo, região metropolitana de Curitiba, estão seguindo na linha correta. A declaração de que não havia indícios de violência por causa do bom alinhamento das roupas da garota e da ausência de marcas que indicassem luta, dada pela perita Jussara Joeckel, do Instituto de Criminalística, foram mal interpretada no dia em que o corpo de Tayná foi encontrado.

O delegado-chefe da Divisão Metropolitana da Polícia Civil, Agenor Salgado, confirmou, em entrevista ao jornal Tribuna do Paraná, que os trabalhos da perita coincidem com as investigações da polícia. “Ela não falou em violência sexual. Disse violência física”, disse à Tribuna do Paraná.

Outro detalhe que chamou a atenção na sexta-feira passada – dia em o corpo da garota foi encontrado – foi o fato de ela estar vestindo a calcinha do lado errado. “Eles têm detalhes que evidenciam a participação dela. Evidente que ela estava vestida porque eles vestiram ela. Mas o que ninguém fala é que ela estava com a calcinha do outro lado, que garota nenhum faria isso sozinha. Eles que vestiram ela”, descreveu o delegado no dia em que o corpo da garota foi encontrado.

Em entrevista à Banda B, na manhã desta quarta-feira, secretário de Segurança Pública do Estado do Paraná, Cid Vasques, afirmou que as investigações estão seguindo mesmo padrão. “Não acompanho detalhes de investigação, mas estou informado que há convergência nas informações e que qualquer circunstância diferentes serão melhor esclarecidas durante o inquérito.

Poço

O corpo da garota pode ter ficado 12 horas dentro do poço, o que, segundo os peritos, diminuem os vestígios de estupro. Porém, os quatro suspeitos confessaram ter abusado sexualmente da garota. A versão que está sendo levantada pela investigação é que Tayná foi coagida pelos quatro suspeitos e, por isso, teria feito sexo com o primeiro deles, que disse ter usado camisinha, para tentar escapar deles. Quando o segundo tentou o ato, ela negou e foi agredida na cabeça. O inquérito aponta que ela desmaiou, acordou, se vestiu e foi abordada novamente por eles, que, então, a estrangularam com o cadarço.

Viagem

Especulações davam conta que o delegado Silvan, da delegacia do Alto Maracanã, tinha sido afastado do cargo no início desta semana. No entanto, Salgado confirmou à Banda B que estava há 45 dias com o pedido de férias assinado pelo departamento de administração da Polícia Civil. “Eu já estava com essa programação de férias há mais de um mês. Desde o dia 12 de junho deste ano é que o delegado Fabio Amaro ficou designado para assumir o cargo durante minhas férias”, explicou.

Caso

Tayná desapareceu na última terça-feira (25) e o corpo dela foi encontrado na sexta-feira (28). Sérgio e outros três acusados estupraram a garota e a estrangularam com um cadarço de tênis. Estão presos, além de Sérgio: Adriano Batista, 23 anos, Paulo Henrique Camargo Cunha, 25 anos, e Ezequiel Batista, 22 anos. Adriano é o único que nega o crime. Os presos foram transferidos da Delegacia de Colombo na sexta-feira (28) para outra cadeia por medida de segurança.