Por Luiz Henrique de Oliveira e Djalma Malaquias

O delegado-chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Fábio Amaro, descarta a possibilidade de um tiro acidental na morte do tenente  Cássio Ormond Araújo, do Batalhão de Polícia de Trânsito da Polícia Militar (Bptran). Em entrevista à Banda B, nesta terça-feira (25), Amaro disse não ter dúvidas de que Francielle Caroline, de 26 anos, matou o companheiro com um tiro na cabeça, na noite do último domingo (23) no bairro Tarumã, em Curitiba.

Na delegacia, Francielle chorou muito ao ser apresentada à imprensa (Foto: Djalma Malaquias – Banda B)

“Ela descreveu com riquezas de detalhes o que aconteceu, mas descartamos completamente essa hipótese. Quando você gira a pistola, o gatilho não é acidental, se isso acontecesse, não poderia acontecer o disparo retilíneo. Se fosse assim como ela falou, a direção do disparo seria outra”, explicou Amaro à Banda B.

Marido foi morto dentro do quarto

Ainda de acordo com o delegado, Francielle sabia manusear a arma, porque chegou a ser oficial do Corpo de Bombeiros. “Ela tinha treinamento e praticava com o marido em estandes de tiros. Ela permanece presa, devido ao período de flagrante, e hoje participará de uma audiência de custódia, na qual esperamos que o judiciário entenda da mesma forma e a mantenha detida”, descreveu.

Por fim, Amaro destacou que acredita em uma motivação passional para o crime. “Uma análise do contexto do casal indica que eram constantes as brigas no interior do apartamento. Ela afirmou que os dois tinham relacionamentos extra-conjugais, consentidos, mas tudo isso será apurado, porque é a motivação mais provável”, concluiu.

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