Redação com Sesp

Material apreendido pela PC – Foto: Divulgação

Mais de 120 policiais civis e militares do Paraná estão nas ruas desde as 6h desta sexta-feira (27) numa grande operação para prender uma quadrilha especializada em diversos crimes: desde a explosão de caixas eletrônicos, lavagem das notas, até falsificação de documentos e fraudes na venda de imóveis. A ação policial é coordenada pelo Departamento de Inteligência do Estado do Paraná (Diep) com apoio da Polícia Militar do Paraná e das Polícias Civil do Paraná e de Santa Catarina.

A operação “Dinheiro Sujo” tinha o objetivo de cumprir 28 mandados de prisão e outros 40 de busca e apreensão. Ao todo, 19 mandados foram cumpridos com excelência. O secretário de Segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquita, confirmou que a equipe continua a operação para a captura dos restantes dos membros.

“Ainda temos alguns elementos foragidos, e que a captura será um trabalho prioritário. Mais uma operação com sucesso, sete meses de investigação. Uma quadrilha que passou a ser investigada por causa das explosões aos caixas eletrônicos, mas que depois tinham envolvimento em diversos outros crimes, como fraudes, lavagem de cédulas com químicas e tudo mais”, explicou.

A ação policial acontece no Paraná e em Santa Catarina. No estado paranaense, os policiais vão cumprir os mandados nas cidades de Curitiba, São José dos Pinhais, Ibiporã e Guaratuba.

O delegado responsável pelas investigações, Mateus Ganzr, disse que a equipe focou em descobrir a atuação do grupo. “Todos sabem que essas notas ficam manchadas, mas a gente queria descobrir como que elas voltaram ao mercado. Fixamos a investigação em todo o desenrolar e, então, chegamos até esses locais. Essa parte de lavagem e de reinserir era terceirizada a outro grupo de estelionatários”, descreveu.

As investigações tiveram início em junho de 2016 para tentar identificar criminosos responsáveis por ataques a caixas eletrônicos. Durante todo o trabalho, descobriu-se tratar de uma quadrilha com atuação em “clinica geral”, cujos infratores fizeram dos mais diversos crimes a sua profissão na ânsia de obter lucro fácil.

Participam da operação “Dinheiro Sujo” policiais civis e militares do Diep, homens do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), unidade de elite da Polícia Militar, do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), unidade de elite da Polícia Civil, e ainda da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Santa Catarina.

Mais informações serão repassadas em entrevista coletiva concedida às 10h30 na sede do Cope, em Curitiba.

Assista ao vídeo do momento em que os policiais chegam com os presos: