O sistema de transporte da cidade permanece paralisado, com os serviços de metrô, ônibus e trens interrompidos, e as autoridades remendaram às pessoas que não saiam de casa.

“Fiquem em casa com suas portas trancadas”, disse o governador de Massachusetts.O irmão mais velho de Dzokhar, cujo nome, segundo a mídia americana, seria Tamerlan Tsarnaev, de 26 anos, chamado pela polícia de “suspeito número 1”, morreu durante uma perseguição na cidade de Watertown, a dez quilômetros de Boston, ainda na noite de quinta-feira.

De origem chechena, eles estariam morando nos Estados Unidos há cerca de dez anos.Nas imagens divulgadas na quinta-feira pelo FBI, Tamerlan aparece usando um boné preto.

Seu irmão, Dzhokhar, está com boné branco.Segundo o serviço russo da BBC, Dzhokhar Tzarnaev teria mudado da Chechênia para um país na Ásia Central, provavelmente o Quirguistão, de onde partiu para o Daguestão (república russa situada na região do Cáucaso) e, de lá, para os Estados Unidos.Ainda segundo a BBC, não há informações concretas sobre a procedência de Tamerlan.

A perseguição aos dois homens começou na noite de quinta-feira, depois que a polícia foi acionada em decorrência de um incidente no campus da Massachusetts Institute of Technology (MIT), em que um policial morreu.

Perigo para população

Durante a perseguição policial, os suspeitos, que estavam em um carro, jogaram explosivos e atiraram contra os carros da polícia.Segundo o porta-voz da polícia Edward Davis, na troca de tiros, Tamerlan morreu e Dzhokhar conseguiu fugir.

A polícia, então, lançou uma megaoperação de busca na região e pediu aos moradores de Boston e arredores que não saiam de casa.Todos os serviços de transporte público na região estão suspensos.

“Não abram a porta de suas casa para estranhos, a menos que seja um policial”, alertou Davis, acrescentando que o homem foragido está armado e representa um perigo para a população.

Em entrevista à BBC, um residente de Watertown relatou momentos de medo quando ouviu fortes explosões e trocas de tiros em frente ao seu prédio na noite de quinta-feira.

Kristian Tuinzing disse que uma das balas trocadas entre policiais e os suspeitos atravessou a parede de seu quarto, perfurou um calendário pendurado na parede e foi parar em cima da sua cama.