Por Elizangela Jubanski e Antônio Nascimento

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Ellen confessou que matou marido com um tiro na nuca. Foto: Reprodução

A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) faz nesta quinta-feira (25) a reconstituição do crime contra o policial militar Rodrigo Federizzi. A ré confessa pela morte do marido Ellen Homiak Federizzi vai participar da ação indicando o passo a passo do assassinato, que teve como locais principais o apartamento do casal e em uma região rural de Araucária, na região metropolitana.

A polícia afirma que a reconstituição é imprescindível para a conclusão do inquérito, já que algumas lacunas precisam ser preenchidas a partir a confissão de Ellen. A dúvida quanto a uma segunda pessoa está praticamente descartada, no entanto, há detalhes que os investigadores precisam saber, que podem diferenciar o andamento do processo. Um deles, seria de que forma Ellen teria conseguido descer as escadas com o corpo do marido dentro da mala, qual foi o motivo da briga que culminou na morte do policial e, sobretudo, qual foi o destino do suposto valor de R$ 50 mil que teria sumido da conta poupança de Rodrigo, semanas antes do crime.

Ellen confessou o crime no terceiro dia de prisão temporária. Ela prestou queixa na DHPP no dia 30 afirmando que o marido tinha sumido no dia 28. Dia 10 de agosto, Ellen foi presa dentro de casa e encaminhada para a delegacia. Para os policiais, havia indícios que ela estava mentindo nos depoimentos, já que uma perícia apontou sangue humano no quarto e no banheiro da residência da família.

O corpo do policial foi encontrado na manhã de domingo (14) em uma área rural do município de Araucária, na região metropolitana de Curitiba. As pernas foram amputadas e foram encontradas a quilômetros de distância, dias depois.  Em depoimento que durou aproximadamente três horas, Ellen contou que teria matado o policial porque ele a teria chamado de ‘louca’ durante uma discussão e ameaçado ir embora de casa com o filho.