O delegado da Polícia Federal, responsável pela Operação Fractal, José Alberto de Freitas se negou em entrevista coletiva a dar o nome do deputado estadual que teve dois assessores presos na manhã desta quinta-feira (25), em Curitiba, suspeitos de envolvimento em contrabando e exploração de jogos de azar. Em entrevista coletiva, Freitas apenas confirmou as prisões. “Dois assessores de um deputados estadual estão presos, mas não podemos revelar os nomes pois os casos estão sob segredo de justiça. Também temos outros deputados estaduais que foram chamados para colaborar com as investigações”, disse o delegado.

Pela manhã, policiais federais foram até o prédio da Assembleia Legislativa do Paraná e recolheram documentos e computadores no gabinete do deputado Waldir Pugliesi (PMDB), que, apesar de não ter o nome revelado, admitiu para a imprensa que foi seu assessor, Elielton Meyer, que foi preso na operação. A assessoria de PUgliesi não confirmou a prisão de um segundo assessor. (A versão do deputado está nas matérias relacionadas)

Os assessores estão entre os 10 presos até o momento, incluindo oito policiais militares, sendo três de alto escalão.

Áudio

O secretário de segurança pública do Paraná, Cida Vasques, participa da entrevista coletiva na sede da PF, no Santa Cândida. Ele disse que o governo está colaborando com as investigações da PF “doa a quer doer”. Ele apresentou um áudio aos jornalistas de uma gravação interceptada com a autorização judicial, que seria de um diálogo de um dos assessores parlamentares presos. “Olha, sujou. Com este novo comandante não temos acerto”, diz o áudio, sem revelar quem falou esta frase.

Ao ser questionado pela imprensa se esse áudio significaria então que havia “acerto” com o comando anterior da PM, Vasquez disse; “Não sei dizer”.