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Recalcatti é a favor da pena de morte em alguns casos

“Os envolvidos que decretaram a pena de morte de um profissional que é responsável por salvar a vida de crianças deveriam ter a pena de morte decretada também”. Esta declaração foi dada à Banda B pelo delegado Rubens Recalcatti, da Delegacia de Homicídios de Curitiba (DH), ainda revoltado com o que aconteceu ao neurocirurgião do Hospital Pequeno Princípe, Paulo Carboni Júnior, de 54 anos, na noite desta terça-feira (19). O médico foi abordado quando chegava em casa no bairro Mossunguê com a família, não reagiu ao assalto e ainda assim foi morto pelos bandidos.

“Um homem que durante a vida se preparou para defender crianças e agia para o bem das pessoas teve a pena de morte decretada pelos marginais. O que é um absurdo. Aconteceu ontem com este médico, com aquela professora no Boa Vista e com a mãe que voltava do casamento da filha. O Brasil precisa avançar, porque para piorar estes rapazes são presos e ainda ficam exigindo um monte de coisas, como se fossem donos da cadeia”, reclamou o delegado.

Quanto a investigação do caso, ela está a cargo da Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba (DFR). Na manhã desta quarta-feira (20), o delegado Amarildo Antunes não pode falar sobre o caso, já que estava na caça de suspeitos. “Estamos na rua para prendê-los. Já temos informações importantes”, resumiu Antunes.

O assalto

Um assalto a uma residência no bairro Mossunguê, em Curitiba, terminou em tragédia na noite desta terça-feira (19). O médico Paulo Carboni Júnior, 54 anos, foi baleado no peito, mas não resistiu e morreu a caminho da Unidade de Saúde do Campo Comprido. O trio de bandidos fugiu e até o início da manhã de hoje não tinham paradeiro conhecido. A esposa e as duas filhas da vítima estão em estado de choque.

Em um veículo, o médico – que é neurocirurgião no Hospital Pequeno Príncipe – chegava em casa, na rua José Martim, quando foi abordado por três marginais armados. O crime aconteceu por voltas das 21 horas. Os assaltantes entraram na residência, renderam a esposa e as duas filhas do médico. O trio ordenou que elas começassem a separar objetos da casa para que eles levassem. Em algum momento, ainda com razão desconhecida, um deles atirou contra o doutor, que nessa hora já estava amarrado.