Por Felipe Ribeiro e Flávia Barros

Durante depoimento dos pais de Ellen Homiak Federezzi a policiais da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o advogado que os representa disse que a família está muito abalada e que ainda não encontra motivos para o suposto crime contra o marido Rodrigo Federizzi. Em entrevista à Banda B nesta segunda-feira (15), o advogado João Maria Nascimento disse que a família não sabe de nada que possa ter motivado um suposto crime e acredita em uma armação contra a filha. “O casal se dava muito bem, é uma surpresa muito grande tudo o que aconteceu”, disse.

Reprodução

Reprodução

O advogado da família de Rodrigo, Reinaldo Vinicius Gonçalves Vieira, também esteve na delegacia durante o depoimento e explicou a importância de que os pais da suspeita falem com a polícia. “Possivelmente eles possuem detalhes do dia do desaparecimento. Unindo esses elementos aos já angariados pela investigação, talvez a gente possa em breve determinar autoria e motivação para o crime”, comentou.

Rodrigo teria sumido na manhã do dia 28 de julho e a esposa registrado Boletim de Ocorrência no dia 30, alegando que ele tinha saído de casa para resolver assuntos pessoais. A esposa do policial foi presa após perícia minuciosa feita dentro da residência da família que, por meio da substância química luminol, encontrou sangue humano no quarto e no banheiro. Ellen Federizzi está presa desde a noite de quarta-feira (10), suspeita de ter assassinado o marido.

O corpo do policial militar foi encontrado na manhã deste domingo (14) em uma área rural do município de Araucária, na região metropolitana de Curitiba. As pernas foram amputadas e não estavam no local.

Questionado sobre informações de problemas financeiros que o casal estaria passando, Nascimento disse que a única informação que ele possuí é de uma dívida do apartamento, mas nada confirmado até o momento. “Não temos certeza ainda, mas aparentemente o casal possuía uma dívida do apartamento e já estaria até sendo despejado do local”, disse.

A DHPP também procura pela arma que Rodrigo usava como policial, que até o momento não foi encontrada. “É determinante que encontremos as pernas e também a arma, já que é uma situação angustiante. As buscas continuam para verificar até se a arma dele foi utilizada pelo crime”, concluiu Gonçalves Vieira.

Notícias Relacionadas:

http://www.bandab.com.br/jornalismo/policial-e-mulher-estiveram-no-local-onde-corpo-foi-encontrado-procura-de-chacara-para-comprar-esposa-conta-o-que-viu/

http://www.bandab.com.br/jornalismo/corpo-de-policial-e-encontrado-dentro-de-sacos-plasticos-na-rmc-alianca-da-esposa-confirma/