Da Redação com Polícia Civil

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Pai e filho foram presos por receptação e corrupção ativa. (Foto: Juliano Cunha – Banda B)

Pai e filho foram presos na noite da última terça-feira (6) no bairro Boa Vista, em Curitiba, por receptação e corrupção ativa. Daniel de Almeida Jorge, de 40 anos, e Guilherme de Almeida Jorge, de 18, vendiam oito modeladores de cabelo que foram roubados no último dia 22 de abril.

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Dupla estava com carga de modeladores de cabelo roubados. (Foto: Juliano Cunha – Banda B)

No momento da prisão, Daniel ofereceu dinheiro aos investigadores para que eles não fossem detidos. “Eles foram presos em flagrante por receptação dolosa e o pai ainda por corrupção ativa”, explicou o delegado da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas (DEDC), Matheus Laiola.

Na casa de Daniel foram encontrados 392 pacotes de cigarros oriundos do Paraguai. “Todo o cigarro será encaminhado para a Receita Federal e o procedimento será comunicado à Polícia Federal, para que seja apurado o crime de contrabando”, disse Laiola.

O delegado-titular da DEDC, Marcelo Lemos de Oliveira, disse que a investigação continua. “Seguimos apurando os fatos para encontrarmos o restante da carga roubada, e para identificarmos todos os envolvidos nas situações do roubo e da receptação”, disse Oliveira.

Daniel já possui passagens policiais por roubo e porte ilegal de arma de fogo.

No Cajuru

Na última quinta-feira (7), no Cajuru, também em Curitiba, outros dois golpistas foram presos com dezenas de cheques furtados.

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(Foto: Juliano Cunha – Banda B)

“Nós chegamos no mercado e encontramos os dois em atitudes suspeitas com os cheques. No momento em que iriam ser presos, eles tentaram intimidar a equipe, dizendo que se os levassem para a delegacia eles comunicariam ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), por terem amigos lá. De nada adiantou e, claro, eles foram presos”, contou o delegado Laiola.

Segundo ele, em um dos golpes, os estelionatários pegaram vários cheques em branco assinados por uma só pessoa. “Somente nos meses de abril e maio houve a devolução de mais de 40 cheques sem fundos nos valores entre R$ 50 e R$ 5 mil sem que o correntista soubesse disso”, contou. Os dois já tinham passagem pela polícia por estelionato.