Fotos: Juliano Cunha/Banda B
Os atiradores fugiram em uma caminhonete. Há testemunhas do crime

Pai e filha foram mortos com aproximadamente 20 tiros ao lado do terminal de ônibus do bairro Campo Comprido, em Curitiba, no final da noite desta quarta-feira (3). A garota Kauane Cadena da Silva com apenas 15 anos morreu dentro de um veículo Gol com placas de Campo Largo. O pai dela Rogério da Silva, 33 anos, ainda tentou fugir, mas morreu alguns metros à frente. Os atiradores fugiram em uma caminhonete. Há testemunhas do crime. A família será ouvida durante esta quinta-feira (4).

Não há informações se as vítimas estavam paradas ou se os tiros foram disparados enquanto o carro andava. “A princípio a informação que nos passaram é que uma Blazer estava envolvida, mas isso não foi confirmado. As vítimas serão identificadas apenas no IML”, disse a tenente Danuza, do 13° Batalhão de Polícia Militar.

Jovem morreu dentro do carro

O cobrador de ônibus Sebastião, que trabalha no terminal, contou que ouviu os tiros e que teve medo de morrer. “Foi um tiroteio, senti medo porque eu estava na guarita e os tiros poderiam me acertar. Quando olhei o que estava acontecendo, me agachei. Depois eu olhei dois carros e assim que os tiros acabaram três homens correram sentido à universidade (Unicemp) e depois o carro foi atrás deles”, disse o cobrador.

Rapaz tentou fugir e morreu no meio da rua

Também no local do crime, acionado pela Polícia Militar, o delegado-geral Rubens Recalcatti, da Delegacia de Homicídios, disse que precisa identificar as vítimas para depois investigar os possíveis motivos do crime. “Estamos agora esperando a identificação para então efetivamente começar a investigar os motivos do crime. Sabemos que o carro é de Campo Largo, estamos pela placa, tentando mais informações. É um local muito bem iluminado e por isso é uma ação ousada”, explicou.

Mistério

Pouco mais de uma hora do crime, um homem de 28 anos, que se identificou como Isaías Eduardo, foi encontrado na rua Eduardo Sprada, a metros do terminal de ônibus onde o crime aconteceu, com um ferimento de tiro na coxa. Eduardo contou que era primo da jovem morta e que estava com o casal no momento do crime. Ele foi socorrido pelo Siate, mas a polícia suspeita que ele escondeu o verdadeiro nome porque, embora tenha tido que era primo da jovem, não sabia informar o primeiro nome da vítima.