Na véspera do dia nacional contra abuso sexual de crianças e adolescentes, uma menor de 14 anos foi estuprada por quatro homens; três deles oficiais da Marinha. O caso aconteceu na madrugada desta sexta-feira (17), em Foz do Iguaçu.

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Presos foram encaminhados à Capitania

Segundo a polícia, a garota estava de uniforme da escola quando foi convidada na tarde de ontem para ir a uma casa na região do Morumbi. No local estavam 4 homens: 2 marinheiros recrutas, um marinheiro de carreira e um menor de 14 anos.

Eles começaram a beber e fumar narguilé, até que levaram a menor inconsciente para o quarto, onde os quatro a estupraram, de acordo com a polícia.

“Os suspeitos foram autuados por estupro de vulnerável, já que a vítim aestava completamente embriagada; ou seja, não estava consciente e ela declarou que não se lembra de nada”, contou o delegado da Polícia Civil, Getúlio Vargas.

O menor foi levado para o Centro Sócio Educação e os marinheiros responderão por estupro e podem ficar de 8 a15 anos presos. Na Marinha, os três acusados também sofrerão processo administrativo e podem ser expulsos da corporação. “Junto com o processo civil que vai ocorrer, será feito um processo administrativo, onde iremos apurar o que ocorreu. Dependendo do que for comprovado, eles serão excluídos do serviço ativo da Marinha”, relatou o capitão de Fragata Luiz Kramer Bulsing, capitão dos Portos.

A menina foi levada pelos próprios agressores ao Pronto Socorro, onde os médicos chamaram a família e a política. Os marinheiros serão encaminhados a Capitania Fluvial Alto Paraná.

“Eles foram autuados em flagrante e serão encaminhados à Marinha e aqui ocorrerá o inquérito que possivelmente será aberto processo criminal”, disse o delegado Vargas.

Um dos marinheiros estava usando uniforme quando foi preso e isso implica em outro processo administrativo por uso fora do horário de serviço. Na Capitania, não há registro de problemas anteriores com os três acusados. “Eles estão faz pouco tempo na Capitania. Até o momento não havia nenhuma situação grave contra eles”, disse o capitão dos Portos.

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