Loir foi alvo de tocaia em 2016, quando ia para Santa Catarina com a família

 

“Percebemos que vai ser difícil ter justiça, porque não tem como lutar com dinheiro”. Foi assim que Rosilda Dreveck, irmã do prefeito eleito de Piên, Loir Devreck, recebeu a notícia de que o suspeito de ser o mandante do assassinato de Loir, o ex-prefeito Gilberto Dranka, foi colocado em liberdade pela Justiça. Preso em 2017, agora Dranka fará  uso de tornozeleira eletrônica e responderá ao processo em liberdade. Ele e outros três acusados são réus no processo que investiga a morte do político.

Dranka agora responderá em liberdade (Foto: Reprodução)

Em entrevista à Banda B nesta sexta-feira, Rosilda afirmou que a liberdade de Dranka foi como uma segunda morte de seu irmão. “Ontem ao receber esta notícia a gente teve uma dor muito parecida com o dia da morte dele, porque percebemos que vai ser difícil lutar por justiça, porque não tem como lutar com o dinheiro”, afirmou, questionando a decisão tomada pela Justiça. “Tem pessoas que julgam e fazem justiça e outras que desfazem. Se eu jogar uma pedra na casa do Dranka vou para a cadeia, mas ele vai responder em liberdade por um assassinato. E o meu irmão? Nunca o teremos de volta”, lamentou.

 

Ainda de acordo com Rosilda, a família de Loir esperava que Dranka permanecesse preso até o júri popular, que deverá acontecer em maio. “Se baseando em outros processos, sabemos que quem pode pagar um bom advogado vai responder em liberdade e ir conseguindo recursos contra o júri. Vamos ter que conviver com ele na cidade, depois de tudo o que fez. A população toda está indignada, mas tem medo”, contou.

Dreveck foi baleado por um motociclista em dezembro de 2016 em uma rodovia de Santa Catarina quando viajava com a família. O prefeito eleito chegou a ser internado, mas morreu três dias depois.

Outro lado

O advogado de defesa de Dranka, Cláudio Dalledone Junior, afirma que o ex-prefeito é inocente e vítima de uma investigação confusa e falha. Segundo ele, existem fortes elementos que apontam a autoria do crime, assim como seus verdadeiros mentores. “Dranka não está, nem nunca esteve envolvido neste crime. No tempo certo, todos os fatos serão esclarecidos e a verdade virá à tona”, afirmou.

A denúncia acatada pela Justiça, o Ministério Público afirma que Gilberto Dranka e o ex-vereador Leonides Maahs foram os autores intelectuais do crime.

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