A mulher suspeita de cometer duplo homicídio na última sexta-feira, em Ipiranga, na região dos Campos Gerais, se apresentou na tarde desta segunda-feira (18) à delegacia do município. Jamila Camargo estava acompanhada do advogado e não ficou detida por ter passado o período de flagrante. Ela afirmou que atirou contra Marco Aurélio de Almeida, 29 anos, e José Valdecir Nunes, 38 anos, porque achou que sua família seria sequestrada.

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Jamila alegou que quis defender sua família

Segundo o delegado da cidade, Mariano Petrunkon, em entrevista ao Jornal Diário dos Campos, a versão da suspeita será analisada. “Estamos investigando a versão da Jamila, mas acreditamos que a motivação teria sido uma dívida de R$ 5 mil”, conta. O companheiro da acusada, Luiz Augusto Ferraz Neves, 26 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar por tentativa de homicídio.

Segundo o delegado, Neves já foi preso por roubo. Há contra ele ainda vários procedimentos, com inquéritos de estelionato contra ele e, conforme o delegado Marcus Vinicius Sebastião, do 2º Distrito Policial de Ponta Grossa, ele já foi preso em flagrante porque se passava por policial, usando identificação falsa, para aplicar golpes. Já Jamila se fazia passar por representante da Prolar para vender casas em Ponta Grossa. Há vários inquéritos contra ela por estelionato.

Bala perdida

Uma das vítimas do crime, um bebê de apenas três meses de idade, atingido por um tiro no abdômen, foi transferido para o Hospital do Trabalhador, em Curitiba.Conforme informações da Secretaria Estadual de Saúde (SESA), a criança está na UTI Neonatal e seu quadro requer cuidados. O estado de saúde é grave, porém estável desde o último domingo. Já o pai da criança foi baleado no braço, porém o ferimento não representou risco à vida. Eles passavam nas proximidades de onde ocorreu o crime.

Crime

O casal Jamila Camargo e Luiz Augusto Ferraz Neves chegavam em casa, na última sexta-feira, por volta das 21h15, quando foi abordado por Marco Aurélio de Almeida, 29 anos, e José Valdecir Nunes, 38 anos – os dois que acabaram mortos. Eles foram a Ipiranga, juntamente com um adolescente, supostamente para cobrar uma dívida de R$ 5 mil, valor que teria sido pago a Ferraz na compra de duas caminhonetes, que não foram entregues.