Por Elizangela Jubanski e Antônio Nascimento

Uma mulher foi encontrada morta dentro de casa na região da Vila Prosdócimo, em Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba. De praxe, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e o médico se recusou em atestar o óbito por causa de marcas de agressões no pescoço. Em caso de morte natural na RMC, o documento necessário é emitido por médicos do Samu. O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado e o depoimento da vizinha foi determinante para a desconfiança.

Há pouco mais de um mês na residência, a vítima, 40 anos, que ainda não está identificada oficialmente, namorava com um rapaz com cerca de 20 anos. Na noite de ontem, a vizinha, que pediu para não ser identificada, disse ter ouvido constantes gritos vindo da casa. “Ela gritava a noite toda, um monte de gente falando, até umas 5 horas a gente ouviu isso. Pelo jeito ela estava apanhando, não sabemos com quem mora, faz pouco tempo que ela mora aqui, eu não conhecia ela direito. Não chamei a polícia porque briga aqui nessa região é meio direto”, disse à Banda B.

O depoimento dela reacendeu a suspeita do médico que se recusou em atestar a morte como sendo natural. O corpo dela foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e durante todo o trabalho da equipe ninguém apareceu na residência. O perito criminal que esteve no local preferiu manter o silêncio e aguardar o resultado preliminar do laudo oficial.