Por Elizangela Jubanski e Juliano Cunha

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Crime está prestes a completar 3 meses sem reposta. Foto: Arquivo pessoal

A esposa do delegado Silvan Rodney Pereira, que está preso acusado de torturar os suspeitos da morte da adolescente Tayná Adriane da Silva, 14 anos, em junho deste ano, anunciou que haverá um protesto durante a semana pedindo providências sobre o caso.

A manifestação deve acontecer às 15h desta quarta-feira (25). A concentração acontece na Boca Maldita, no centro da cidade, e os participantes vão caminhar até o Palácio Iguaçu, no Centro Cívico. Segundo a mulher do delegado Simone Pereira, quem estará presente na manifestação são pessoas envolvidas direta e indiretamente no caso Tayná, como esposas dos policiais detidos, policiais civis em apoio aos colegas e a família da garota assassinada.

Em entrevista à Banda B, Simone revelou que férias de juízes e promotores responsáveis pelo caso preocupa os envolvidos. “Esse manifesto será para todas as pessoas que se sentem injustiçados, não só os policiais, mas também todos os envolvidos que, de alguma forma, se sentem injustiçados. Estamos cansadas porque não temos resposta nenhuma. Ninguém pode falar, o Ministério Público do PR não pode falar, os delegados não podem falar e agora fiquei sabendo que a juíza pegou férias”, reclamou.

De acordo com ela, os policiais presos sob suspeita de tortura ainda não foram ouvidos. “Quando isso vai acabar? Já são dois meses que estão presos”, desabafou. A estimativa das organizadoras do manifesto e que, pelo menos, 100 pessoas participem da caminhada.

Crime

Tayná morreu estrangulamento com o cordão de um sapato no último dia 25 junho em Colombo. Quatro suspeitos chegaram a ser presos, mas após uma suspeita de tortura por parte de policiais civis, foram soltos e permanecem fora do Paraná no programa de proteção a testemunhas.