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Virgínia deixou a cadeia ontem

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) garantiu nesta quarta-feira (29) que vai recorrer a decisão judicial que concedeu liberdade para a médica Virgínia Soares de Souza, acusada de sete homicídios duplamente qualificados dentro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Evangélico. Ela é acusada de ser a mandante do esquema de mortes no hospital e estava presa desde o dia 19 de fevereiro.

Por volta das 16h15 de ontem, a médica deixou o Centro de Triagem I. Ela não falou com a imprensa. Saiu em silêncio acompanhada dos advogados, bem vestida e maquiada.

O processo também abrange outras sete pessoas, sendo que dos cinco presos, ela foi a última solta. Outros três médicos e uma enfermeira foram soltos na última sexta-feira (15).

O advogado Elias Mattar Assad, que defende a médica acusada declarou em nota enviada à imprensa que “não é a primeira vez que a ignorância aprisiona a ciência, nem será a última que a ciência libertará a ciência. O problema é que tanto uma como a outra, não tem limites e a sociedade terá que novamente renascer de si”.

Carta

Depois de Virginia ser liberada, a defesa entregou à imprensa uma carta escrita por Virgínia, de próprio punho, no dia 15 de março. O documento foi endereçado ao Conselho Regional de Medicina em resposta à sindicância que foi instaurada.

A carta diz o seguinte:

“Ao Conselho Regional de Medicina:

A subscritora foi execrada publicamente e encontra-se presa, apenas por ter exercido a medicina intensiva.

Virgínia Helena Soares de Souza”