Redação com G1/PR e RPC TV

Rosária foi morta com um tiro na cabeça

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) apresentou denúncia à Justiça a policial civil Kátia das Graças Belo por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da copeira Rosária Miranda da Silva. A promotora Adélia Souza Simões também solicita que Katia seja afastada das funções na Polícia, porém, não pede sua prisão. As informações foram divulgadas no Paraná TV na noite desta quinta-feira e também no G1/PR.

A acusação ressalta que há provas suficientes que comprovem a autoria do crime por parte da policia civil, mas que faltam elementos que sustentem a prisão preventiva imediata. Segundo o MP, o indeferimento do pedido de prisão justifica-se porque a denunciada tem residência fixa, colaborou com as investigações e não apresenta risco considerável de que volte a cometer crimes. Caso, seja condenada, a pena mínima é de quatro anos de prisão.

A policial é suspeita de ter dado o tiro que matou a copeira Rosária durante uma festa ao lado de casa. A policial admite que estava irritada com o barulho e que deu apenas um tiro de alerta.

A investigação da Polícia Civil sobre a morte da copeira Rosária Miranda da Silva, de 44 anos, contraria o depoimento da investigadora suspeita pelo crime e aponta que ela fez mais de um disparo contra a festa em que a vítima estava, no bairro Centro Cívico, em Curitiba

De acordo com a análise da Polícia Científica, uma das simulações mostra que a janela de Kátia é compatível com a trajetória da bala que atingiu a cabeça de Rosária. A investigação encontrou ainda um vídeo de monitoramento de uma empresa vizinha, que apontaria que a investigadora fez pelo menos dois tiros contra a festa e não um como afirmou em depoimento na DHPP. As imagens mostrariam clarões vindos da janela da policial.

O laudo, no entanto, aponta uma ressalva. Os peritos mencionam que uma árvore e outros elementos, como o muro, causam uma obstrução de visão direta. Mesmo assim, a perícia acredita que a janela é compatível como origem do tiro.

Na última semana, o advogado da família de Rosária, Ygor Salmen, já dizia que o conjunto probatório mostra que há uma autoria, assim como a materialidade no crime. “O argumento da defesa é de que supostamente não há materialidade de que o disparo partiu da arma da investigadora não nos preocupa muito, já que há um conjunto probatório robusto em relação ao caso. Diversos elementos comprovam a autoria, então os indícios de materialidade não são necessários, já que os elementos probatórios dão conta no processo”, disse.

O advogado da investigadora, Peter Amaro, contesta a versão, uma vez que a bala não foi encontrada para comparação com a da arma da investigadora.

O caso

Rosária participava de uma confraternização no último dia 23 de dezembro no Centro Cívico, em Curitiba, quando foi baleada na cabeça. Ela chegou a ser socorrido e ficou internada no hospital, mas não resistiu e morreu no dia 1º de janeiro. Na DHPP, Kátia disse que se irritou com o barulho da festa, que ocorria ao lado de casa. O disparo teria sido feito da janela do apartamento dela.