acidente formatura

Foto: Antonio Nascimento/Banda B

Por Elizangela Jubanski e Bruno Henrique

O motorista Eduardo Garzuze, 24 anos, que se envolveu em um acidente de trânsito que provocou a morte de três pessoas da mesma família no último dia 22, em Curitiba, está preso no Complexo Médico Penal, em Piraquara, na região metropolitana. Ele recebeu alta médica nesta semana do Hospital Trabalhador, onde estava internado, e foi levado sob escolta policial. O inquérito será finalizado e entregue na próxima segunda-feira (7).

De acordo com o delegado Rodrigo Brown da Delegacia de Delitos de Trânsito, Eduardo se recusou a depor em interrogatório e falará apenas em juízo. “É um direito que ele tem. De qualquer forma, ele está com a prisão preventiva decretada por homicídio doloso, quando assume o risco de um eventual dolo”, disse o delegado.

De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML), Eduardo tinha 5,4 decigramas de álcool por litro de sangue. Imagens foram divulgadas do momento do acidente. Há a hipótese de que o Corsa, em que a família estava, tenha furado o sinal vermelho, porém, ainda não há um laudo técnico sobre as imagens das câmeras de segurança que captaram o acidente (Para ver o acidente, clique aqui). O delegado informou que o fato do motorista do Ford Ka estar embriagado o levou a prisão.

Colisão

A família morta no acidente voltava de uma formatura em um Corsa, quando se envolveu na colisão com o Ford Ka. A colisão aconteceu na Av. Silva Jardim com a Rua Alferes Polis. Lorena Camargo, de 47 anos, o neto dela, Igor Empinoti, de 9, e sua filha, Gabriele Empinoti, de 23, que era tia da criança.  Jacskon Adriano Ferreira, namorado de Gabriele, foi o único sobrevivente.

Outro caso

O ex-deputado Fernando Ribas Carli Filho responde processo criminal por duplo homicídio doloso por ter, no dia 7 de maio de 2009, no volante de seu veículo, embriagado, em alta velocidade e com sua carteira de habilitação suspensa, em uma rua de Curitiba, causado a morte de Gilmar Rafael Souza Yared (26) e Carlos Murilo de Souza (20). O caso tem ampla repercussão nacional e segue na Justiça. Mesmo após quatro anos, não há definição se o ex-deputado irá ou não à júri popular. Ele não passou um dia sequer na cadeia até hoje.