(Foto: Reprodução/Facebook)

 

O motorista de Uber Valmir Nichele, de 59 anos, tinha avaliação de quase cinco estrelas dos passageiros do aplicativo. Desaparecido desde a noite de sábado (12), o trabalhador foi encontrado morto no início da noite de domingo (13) no Rio Iguaçu, na divisa entre Curitiba e São José dos Pinhais, na região metropolitana.

Nesta segunda-feira (14), a filha da vítima fez um relato emocionante nas redes sociais. Ela postou o print de uma das conversas que teve com ele pelo WhatsApp, onde dizia estar orgulhosa pela avaliação do pai no aplicativo. Na última mensagem, ela perguntava “não chegou ainda?”.

Mensagem divulgada pela filha de Valmir nas redes sociais. (Foto: Reprodução/Facebook)

“E nunca mais vai chegar! Eu sabia que ia ser dolorido quando essa hora chegasse, e sempre conversávamos sobre isso, por isso pedia sempre que te protegesse! Vc foi e sempre será meu orgulho, e ontem descobri por um amigo seu que vc era louco por mim e eu sou louca por vc, pai! Que Deus te receba de braços abertos, pois é assim que pessoas boas são recebidas, e lá é seu lugar, junto à Ele, e não nesse mundo cheio de pessoas ruins. Logo a gente se encontra! Te amo muito! Sua ‘filhona'”, escreveu ela no Facebook.

Muitas pessoas prestaram solidariedade à filha de Valmir na postagem. “Meus pêsames, não conheci ele, mas estou com uma tristeza enorme dentro de mim. É muito triste saber q país de família estão passando por isso, é muito triste mesmo”, postou um amigo. “Meus sentimentos… que Deus conforte o coração de toda família, um abraço de conforto a vc!!”, escreveu outro.

O crime

Valmir saiu para trabalhar no sábado e não voltou mais para casa. O carro dele foi encontrado completamente queimado, no final da manhã de domingo (13), na Rua Expedicionário Francisco Pereira dos Santos, no bairro Alto Boqueirão, em Curitiba.

Já o corpo do motorista estava no Rio Iguaçu, próximo a uma ponte, o que pode significar que ele foi jogado e arrastado pela correnteza. A polícia ainda não sabe a causa da morte, o que só exames no Instituto Médico Legal poderão esclarecer.

A Polícia Civil apontou que a principal hipótese é de latrocínio (roubo seguido de morte). A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso.

 

Notícia relacionada