“Estamos cansados de blá blá blá nos meios de comunicação destes políticos”. Desta forma um empresário do bairro Boqueirão, em Curitiba, descreveu o sentimento depois do quarto assalto contra seu mercado. Desta vez, na tarde desta segunda-feira (29), uma funcionária foi abordada na frente do comércio quando se preparava para entrar em um táxi. Ela ia depositar os R$ 20 mil arrecadados durante o final de semana.

“O que fazer? É só blá blá blá. Os policiais vem aqui, são atenciosos, mas o dinheiro eu já perdi. Nós trabalhamos e durante os assaltos somos chamados de vagabundos. Não adianta fazer patrulhamento, porque ninguém vai conseguir encontrá-los minutos depois. Digo mais, um cara deste vai para a cadeia e ainda você tem que ficar com pé atrás porque amanhã eles estão de volta para as ruas e ainda processam pela exposição da imagem”, desabafou.

O comércio está localizado próximo a um posto da Polícia Militar. “As belas viaturas estão lá, muitas vezes paradas. Mas e aqui, do lado, por que assaltam tanto? O que está errado? Até quando nós vamos trabalhar para estes vagabundos. Perdi o dinheiro que iria pagar fornecedores. Como manter um comércio assim?”, lamentou.

A funcionária que teve uma arma apontada para a cabeça resumiu o que passou em uma palavra: “Raiva. Não é medo, é raiva. Eles chegaram em duas motocicletas, fecharam o taxista e apontaram a arma para a minha cabeça. Fugiram com todo o dinheiro fruto do trabalho de nossa equipe”, protestou.

O caso será investigado pela Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba (DFR).