Da Redação

Depois do assassinato do superintendente Marcos Gogola, da Delegacia de Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba, durante a escolta de um preso a uma consulta odontológica, na última quinta-feira (5), veio à tona a discussão sobre policiais civis cumprindo papéis que não deveriam ser seus. Pressionada, por meio de nota, a Secretaria de Justiça (Seju) informou que existe um projeto para a a criação de um grupo específico para a escolta de presos.

“Um grupo de trabalho está encarregado, desde o início do ano, de elaborar o ordenamento jurídico para a criação de um grupo especializado de guarda de muralha e escolta de presos, no âmbito da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos”, disse a Seju na nota enviada à imprensa.

“Lamentamos profundamente a morte em serviço do policial Marcos Antonio Gogola, profissional com histórico de bons serviços prestados à sociedade e de respeito à missão da Polícia Civil”, complementou o documento.

Ainda segundo a nota, o problema no sistema carcerário é antigo. “Pela primeira vez, o Governo do Estado está unindo esforços para resolver a questão da superpopulação carcerária – um problema crônico exclusivo das delegacias de polícia, que se arrasta há mais de 30 anos no Paraná.  A Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos está assumindo gradativamente toda a responsabilidade pela guarda e custódia de presos, liberando os policiais civis para sua função de investigação e combate ao crime”, informou.

Relembre notícias relacionadas sobre a morte de Gogola:

Assista última homenagem de policiais a Gogola: “Guerreiro de arma”

Polícia divulga imagens do momento em que bandidos chegam para ‘salvar’ preso

Pais de preso planejaram resgate do filho; ação acabou com morte de policial